Vice de Aécio em 2014 rebate Bolsonaro: "Eleição foi limpa, perdemos porque faltou voto"

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Aecio Neves, Brazil's presidential candidate speaks during a press conference with Aloysio Nunes (Neves' vice-president candidate). Sao Paulo, Brazil, October 6th 2014. (Photo by Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)
Aécio Neves foi candidato à presidência da República em 2014 e Aloysio Nunes era vice na chapa (Foto: Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)
  • Aloysio Nunes, vice de Aécio na chapa de 2014, negou fraude na eleição em que tucanos perderam para Dilma Rousseff

  • Declaração foi feita após Bolsonaro dizer que Aécio Neves venceu a eleição

  • Fala do presidente é mais uma tentativa de colocar em dúvida confiabilidade das urnas eletrônicas

O candidato à vice-presidente na chapa de Aécio Neves (PSDB) em 2014, o ex-senador Aloysio Nunes (PSDB), rebateu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após acusações de fraude nas eleições vencidas pela petista Dilma Rousseff.

“A eleição foi limpa, nós perdemos porque faltou voto”, afirmou Aloysio Nunes em entrevista à Folha de S. Paulo. Na ocasião, Dilma teve 52% dos votos, enquanto Aécio Neves teve 48%, uma diferença de aproximadamente 3,5 milhões de votos.

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A declaração de Nunes aconteceu após Bolsonaro dizer, em entrevista à Rádio Guaíba, que há um levantamento “feito por gente que entende do assunto” que indicaria fraude na eleição de 2014. “O Aécio foi eleito em 2014”, declarou. A fala de Bolsonaro foi mais uma tentativa de dizer que as urnas eletrônicas não são confiáveis.

Segundo Aloysio Nunes, é “evidente que ele não tem prova nenhuma, porque não houve fraude”.

Aécio Neves, derrotado em 2014, também foi procurado pela Folha, mas preferiu não comentar as declarações do presidente Jair Bolsonaro. O tucano afirmou ao jornal que a discussão sobre o voto impresso ficou “contaminada pelo radicalismo dos discursos”.

“Eu não acredito em fraude e tampouco que as urnas de primeira geração devam ser tratadas como cláusulas pétreas e que não possam evoluir”, disse. Aécio Neves, agora deputado federal, faz parte da comissão especial da Câmara que discute o “voto auditável”, ou seja, a impressão de um comprovante na urna após o eleitor votar.

“Eu não acredito que devamos ficar presos eternamente às urnas de primeira geração. Mas é melhor deixarmos para voltar a esse debate depois de 2022.”

Apesar do tom ameno em 2021, em 2014 o PSDB pediu para que fosse feita uma auditoria nas urnas eletrônicas e chegou a reclamar que os aparelhos eram “inauditáveis”.

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