Vice-líder do governo é alvo de críticas após dizer que uso de máscara contribuiu para evolução do câncer de Covas

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O vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Giovani Cherini (PL-RS), pediu a palavra na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para discursar contra o uso de máscaras para reduzir a disseminação da Covid-19. Cherini declarou em sua fala, sem provas, que o uso constante de máscaras pelo ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, que morreu neste domingo em decorrência de um câncer, pode ter contribuído para o avanço da doença. Cherini foi alvo de críticas após a declaração começar a circular nas redes.

“A nação brasileira está sofrendo de ansiedade e sabe por quê? Por causa do uso de máscara. Falaram tanto do nosso querido e saudoso Bruno Covas, que eu fui colega na Câmara, a máscara que ele usou durante toda a campanha pode ter prejudicado o câncer que ele teve”, declarou o deputado.

O parlamentar bolsonarista ainda tentou justificar sua fala ao dizer que “porque as células precisam de respiração. Isso é ciência, respirar é ciência” e pediu para os colegas seriedade sobre a questão apresentada: “Saúde é coisa séria, vamos discutir a coisa séria”. A deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) tentou se pronunciar contra as declarações de Cherini, mas foi impedida de falar pela presidente da comissão, a deputada Bia Kicis (PSL-DF).

As declarações de Giovani Cherini começaram a repercutir nas redes no fim da manhã desta segunda. Fernanda Melchionna (PSOL-RS), deputada que estava presente na sessão, classificou a fala como “absurdo” e disse que o parlamentar “cometeu crime contra a saúde pública e desrespeito à memória do prefeito”.

A discussão sobre o uso de máscaras foi provocada por Kicis, que presidia a sessão presencialmente sem usar o instrumento de proteção contra a Covid-19. Melchionna pediu a ela que colocasse a máscara, mas a presidente da CCJ respondeu que só iria utilizar enquanto não estivesse falando. Gervásio Maia (PSB-PB) fez coro ao pedido da parlamentar do PSOL e estendeu ao deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), que também não estava de máscara. Ambos justificaram que estavam sem o acessório de proteção para falar e tomar café enquanto participavam das discussões.

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