Vice-prefeito de Kiev pede 200 mil máscaras para ataque com armas químicas

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Em carta enviada à UFF (Ukrainian Freedom Fund), uma organização sem fins lucrativos que trabalha para adquirir ajuda para as tropas ucranianas, o vice-prefeito de Kiev, Volodymyr Bondarenko, pediu a doação de 200 mil máscaras de gás para proteger a população local de eventuais ataques russos com armas químicas. O documento foi obtido pela rede de TV americana CNN.

"Em nome do prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, cidadãos de Kiev e da sociedade ucraniana, pedimos ajuda humanitária, principalmente na forma de equipamentos de proteção individual (respiradores, de acordo com os requisitos técnicos em anexo), para o centro de ajuda humanitária de Kiev", acrescenta.

Segundo a CNN, a UFF já forneceu milhares de coletes à prova de balas, capacetes, veículos e kits de primeiros socorros de campo para as forças de Defesa Territorial da Ucrânia.

Na semana passada, o Batalhão de Azov, da Ucrânia, alegou que um drone russo lançou uma "substância venenosa" sobre civis em Mariupol —cidade portuária ao Sul do país, que tem convivido com um intenso bombardeio—, e que, após o contato com esta substância, as vítimas apresentaram quadros de insuficiência respiratória e problemas neurológicos.

"Três pessoas têm sinais claros de envenenamento por produtos químicos de guerra, mas sem consequências catastróficas", disse o líder do batalhão, Andrei Biletsky, no aplicativo de mensagens Telegram.

No início de abril, o ministro das Forças Armadas do Reino Unido, James Heappey, avisou que "todas as opções estão na mesa" sobre como o Ocidente vai responder se a Rússia usar armas químicas na Ucrânia.

"Acho útil manter alguma ambiguidade [...] sobre exatamente qual seria a resposta, mas vamos ser claros, se eles forem usados, então o presidente Putin deve saber que todas as opções possíveis são sobre a mesa em termos de como o Ocidente pode responder", afirmou o ministro, na ocasião.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também prometeu "resposta" caso a Rússia atacasse a Ucrânia com armas químicas.

Prazo para rendição da Ucrânia terminou

O Ministério da Defesa da Rússia deu um novo ultimato para a rendição da cidade ucraniana de Mariupol nesta terça-feira (19) —mesmo dia em que o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, disse que seu país estava começando a nova fase da "operação especial" na Ucrânia, maneira como o governo invasor chama a guerra.

"A próxima fase desta operação está começando, e acho que agora será um momento importante", disse Lavrov em entrevista ao jornal Índia Today, indicando que o objetivo é a "libertação completa" do Donbass, as áreas separatistas ucranianas em Lugansk e Donetsk. Em 29 de março, o governo russo disse que a primeira etapa havia sido concluída. Hoje, a Rússia disse ter atingido mais de 1.200 "alvos militares" na Ucrânia nas últimas horas; ontem, foram cerca de 300.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse que suas Forças Armadas terão "novos métodos de guerra". De acordo com ele, os novos métodos permitirão "uma melhor adaptação das tropas às condições modernas de confronto armado". Ele indicou que visa "desenvolver ainda mais" o Exército e a Marinha da Rússia e "dotá-los de equipamentos militares avançados".

Mais cedo, sobre Mariupol, o Ministério da Defesa russo citou, em comunicado, o que seria "a situação catastrófica que se desenvolveu na metalúrgica Azovstal" e disse que todos os que entregarem as armas terão "garantida a preservação da vida". A Rússia quer que se interrompa "quaisquer hostilidades".

No domingo (17), um ultimato russo já havia sido ignorado pelos ucranianos na cidade portuária. O de hoje deveria ser cumprido até as 10h, horário de Brasília. Mas, até agora, não houve manifestação de russos ou ucranianos sobre a situação na fábrica de Azovstal.

Ontem, a Câmara de Mariupol disse que ocupantes russos atacaram a fábrica de Azovstal com "bombas pesadas". "Há pelo menos mil civis nos abrigos subterrâneos da metalúrgica. Principalmente mulheres com filhos e idosos."

O ministério russo disse que a informação da presença de civis não seria verdadeira, mas que, caso "alguém da população civil estiver em Azovstal", "sejam tomadas todas as medidas para os libertar".

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