Vice-presidente da Câmara critica decisão do Exército: 'Militares foram liberados para participar de atos políticos'

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BRASÍLIA - O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), criticou a decisão do Exército de arquivar processo que apurava a participação do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, em um ato político com o presidente Jair Bolsonaro. A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), por sua vez, afirmou ao GLOBO que retomará coleta de assinaturas para protocolar PEC que tem objetivo de impedir que militares da ativa ocupem cargos no governo.

"O Exército não decidiu arquivar a denúncia contra Pazuello. O Exército decidiu que agora militar pode participar de manifestações políticas como bem entender. Isso não será bom para uma instituição que tem o respeito do povo brasileiro", escreveu Marcelo Ramos no Twitter.

— É hora de levar à frente a minha PEC sobre militar ocupar espaços no governo. Na semana que vem, farei um intensivo para retomar a coleta de assinaturas para andar com essa PEC. Militar pode até ocupar espaço no governo, contanto que deixe a ativa e vá para a reserva — disse Perpétua Almeida.

— Me vem à cabeça aquela velha frase de Villas Boas: 'Quando a política entra por uma porta, a disciplina e hierarquia saem pela outra'. Penso que o Exército precisa repensar seus atos, porque daqui a pouco não saberemos onde termina o governo e onde começa o Exército. É muito ruim para a instituição que passe a impressão que não está separando o governo das Forças Armadas — completou a deputada.

Em suas redes sociais, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) ressaltou que já assinou o apoiamento à PEC de Perpétua Almeida: "Está na hora de a Câmara discutir essa PEC".

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