Vice-presidente da CBF diz que Guardiola foi sondado, mas valores assustaram: 'Se fez contas e não tem como'

Sonho antigo de torcedores para comandar a seleção brasileira, o espanhol Pep Guardiola já teria sido consultado por um dirigente da CBF. É o que diz o ex-presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e hoje vice-presidente da confederação brasileira, Francisco Novelletto. Em entrevista à Rádio Grenal, do Rio Grande do Sul, o dirigente afirmou que o treinador, hoje no Manchester City, foi sondado há três anos, mas valores de seu contrato teriam assustado.

Tabela da Copa: Datas, horários e grupos do Mundial do Catar

— Estou falando pelo Chico Novelletto, não pela CBF. Há uns três anos atrás, teve um vice-presidente, um colega meu que foi vice da seleção, que chegou a ter um contato com o Guardiola. A resposta do empresário foi "Tudo bem, quem não gostaria de treinar a seleção brasileira? Ele aceita". Agora, (ele) ganha 24 milhões de euros (por ano, na época; cerca de 135 milhões de reais na cotação atual). A pessoa que foi atrás dessa informação, como uma possibilidade de quando o Tite sair, quase infartou. De 24, dá 2 milhões de euros (por mês). Ele não viria por 24, tem que dar um plus a mais. Pra deixar o país, a Inglaterra, onde ele está, vai pedir 30. Se fez contas e não tem como.

A possibilidade de ter um espanhol no comando da seleção é ventilada há anos nas redes. Em 2015, Daniel Alves afirmou, em entrevista à ESPN, que o espanhol teria muito interesse na Amarelinha.

Simulador: você decide quem será campeão da Copa do Catar

— Eu pago por ser linguarudo, mas não conto mentira. Antes da Copa, o Pep queria treinar a seleção brasileira e não quiseram. O Pep falou que queria fazer a gente campeão do mundo e tinha toda a estratégia e não quiseram. Falaram que não sabiam se o Brasil iria aceitar. Se não aceitamos o melhor do mundo, que pode nos fazer melhores, você não se preocupa com a seleção brasileira. Desde que eu estou na seleção, ele já tinha o time na cabeça, já tinha a equipe que ele queria para treinar o Brasil — afirmou.

Você escala: quais os seus 11 titulares do Brasil na Copa do Mundo

Desde então, o técnico vem negando qualquer intenção de comandar o Brasil. Já afirmou que a equipe deve ser comandada por um brasileiro e em abril desse ano, voltou a rechaçar a possibilidade, à TNT Sports.

— Hoje não. Tenho contrato com Manchester City. Estou muito feliz. Estou disposto a ficar para sempre aqui. Eu estenderia o contrato por dez anos, mas agora não é o momento. Não sei de onde veio isso.