Vice-presidente Kamala Harris promete 'compromisso duradouro' dos EUA na Ásia

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Vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, em entrevista coletiva, em 23 ago. 2021 em Singapura
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A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, prometeu nesta segunda-feira um "compromisso duradouro" de seu país na Ásia, em um momento em que a situação no Afeganistão, após a retirada das tropas estrangeiras, provoca temores em outros aliados de Washington.

"Nosso governo tem um compromisso duradouro em Singapura, no Sudeste Asiático e na região do Indo-Pacífico", garantiu Harris em Singapura, em uma pequena visita pelo Sudeste Asiático que também a levará ao Vietnã.

"Estou aqui porque os Estados Unidos são um líder mundial e levamos isso a sério", disse Harris, em entrevista coletiva.

A viagem da vice-presidente coincide com a queda do Afeganistão nas mãos dos talibãs e com as imagens de desespero de milhares de afegãos que tentam fugir do aeroporto de Cabul.

A situação prejudica a imagem dos Estados Unidos como superpotência e aumenta o receio em outros países asiáticos, que durante muito tempo confiaram no apoio militar dos EUA para sua segurança.

Harris não respondeu às perguntas sobre perda de credibilidade e se limitou a explicar que a prioridade era "retirar os cidadãos americanos, os afegãos que trabalharam (com os Estados Unidos) e os vulneráveis, especialmente mulheres e crianças".

O primeiro-ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, agradeceu "pelas garantias sobre as intenções dos Estados Unidos na região e no mundo", mas também disse esperar que o "Afeganistão não vire um novo epicentro do terrorismo.

A administração do presidente Joe Biden tenta restabelecer as relações com os países da região, após o turbulento governo de Donald Trump, e garantir a capacidade de estabilização de Washington ante uma China cada vez mais "agressiva".

O Sudeste Asiático, que engloba 10 países, é um campo crescente de confronto entre as potências, que discordam a respeito das reivindicações de Pequim sobre quase todo Mar da China Meridional, que banha as costas das Filipinas, Vietnã, Malásia e Indonésia.

A vice-presidente dos Estados Unidos reiterou dessa maneira o compromisso do país em manter "uma ordem baseada no direito internacional e na liberdade de navegação, especialmente no Mar da China".

- Primeira vice-presidente americana no Vietnã -

A segunda etapa da viagem de Kamala Harris fará dela a primeira vice-presidente dos Estados Unidos a visitar o Vietnã. Figuras importantes da direita criticaram o momento da visita ao cenário de outra derrota militar histórica.

A saída do Afeganistão provocou recordações da queda de Saigon em 1975, com helicópteros retirando funcionários às pressas pelo teto da embaixada americana diante da chegada das tropas do Vietcongue.

A Casa Branca insistiu em que a escolha do país responde aos desafios geopolíticos do futuro, longe do trauma da guerra do Vietnã.

Antes de viajar para este país, Kamala Harris se reúne com várias autoridades da próspera cidade-Estado de Singapura, aonde chegou no domingo.

Nesta segunda-feira, ela se reuniu com o primeiro-ministro, com quem assinou acordos para lutar contra as ameaças cibernéticas e de cooperação contra a mudança climática e a pandemia da covid-19.

Também passou em revista a Guarda de Honra de Singapura e recebeu uma orquídea batizada com seu nome, um tratamento reservado a autoridades.

A vice-presidente visitará a base naval de Changi e discursará para os marines do navio "USS Tulsa", que está em uma escala na ilha asiática.

Na terça-feira, Harris desembarca em Hanói, onde terá reuniões com representantes do governo vietnamita.

Em sua agenda também figuram encontros com representantes civis do país comunista e a abertura de uma sede regional do Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC).

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