Vice que travou renúncias no Cruzeiro tinha combate à corrupção na CBF como bandeira

Ronaldo Granata, de branco, foi candidato a deputado federal em 2018 (Divulgação)

Ronaldo Granata é vice-presidente do Cruzeiro desde outubro de 2017, quando a chapa encabeçada por Wagner Pires de Sá venceu a eleição para o triênio 2018-2020. No entanto, o dirigente era pouco conhecido entre os torcedores até seu nome ficar em evidência nos últimos dias, quando decidiu não renunciar ao cargo. Decisão repensada horas depois. Ligado à uma diretoria marcada por falcatruas e irresponsabilidades, Granata já teve como bandeira o combate à corrupção na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

SIGA O YAHOO ESPORTES NO INSTAGRAM
SIGA O YAHOO ESPORTES NO FLIPBOARD

Descendente de italianos, o sobrenome já deixa evidente sua origem, Ronaldo Granata vem de uma das famílias fundadoras do Palestra Itália, que posteriormente virou Cruzeiro. A ligação histórica com o clube tem a presença na diretoria com o capítulo mais recente. No ano passado, Granata tentou usar essa relação para se tornar deputado federal.

Candidato pelo Podemos, o vice-presidente do Cruzeiro usou o número 1921 na campanha, em referência ao ano de fundação do clube. Entre as bandeiras da campanha de Granata estavam duplicações para rodovias em Minas Gerais, aumento de verbas para o SUS e a reforma no Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Mas a principal era o combate à corrupção na CBF. Além de mudanças na Lei Pelé e até mesmo intervenção na Fifa.

Através de redes sociais era possível acompanhar o desejo de Ronaldo Granata em combater tudo de ruim que acontecia na CBF. Mas as contas foram apagadas nas últimas horas, após o vice-presidente recusar a renúncia coletiva no Cruzeiro.

Neste momento, a tentativa e de se desgrudar da gestão do presidente Wagner Pires de Sá. O dirigente se coloca como oposição, mesmo ocupando a vice-presidência. Ronaldo Granata diz não ter feito parte das decisões que colocaram o Cruzeiro na Série B do Campeonato Brasileiro. E a defesa é boa, já que ele falou abertamente dos erros da direção do clube na reportagem feita pelo Fantástico, da Rede Globo, em maio, quando revelou as irregularidades cometidas por Wagner Pires e seus aliados.

“O problema é que esse conselheiro perde a imparcialidade, ele passa a ser um funcionário da administração, passa a ter que concordar. Vira uma vaquinha de presépio, tendo de abaixar a cabeça e aprovar contas”, disse Granata, em entrevista à Rede Globo.

Mesmo com o cargo no Cruzeiro e tendo o clube como principal base para a campanha, Ronaldo Granata não foi eleito deputado federal. Ele teve somente 9.907 votos.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

Siga o Yahoo Esportes

Twitter | Flipboard | Facebook | Spotify | iTunes | Playerhunter