Victor Fasano conta detalhes do nado com onças: ‘Só poucos arranhões e medo algum’

Carol Marques
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Victor Fasano conta detalhes do nado com onças: ‘Só alguns arranhões e medo algum’

Victor Fasano surpreendeu muita gente ao postar um vídeo em que apareceu nadando com duas onças pintadas num rio em Goiás. O ator e ambientalista de 61 anos está em visita e ajudando a divulgar as ações de proteção dos animais do Instituto Onça Pintada, e decidiu nadar com os bichos.

 

A coragem de Fasano deixou seus seguidores perplexos. “Eu já convivo com bicho há tantos anos, que consigo entender a energia deles. Fiquei com as duas onças, dois filhotes, um macho e uma fêmea de 3 e 4 anos, por poucos minutos. Eles estavam muito tranquilos. Entrei na água e fui sentindo o cenário. O animal também tem que sentir a sua energia. Se entrasse com medo, elas saberiam”, explica.

“Claro que tive cautela. Comecei a nadar devagar, mexi com o macho, que foi mais receptivo, a fêmea não queria nadar. Tudo foi feito na base das expressões corporais. Se a onça foca os olhos em você, já era. Se baixa a orelha e mostra os dentes, não é para se aproximar. Não tevce nada disso. Cheguei a apostar corrida nadando com o Tupã, o macho. Naquele momento em que mergulho, ele estava apoiado em mim, como se eu fosse uma muretinha. Só tive poucos arranhões, claro, mas medo algum”, relata.

 

Não é a primeira experiência de Fasano com as onças. Amante e ferrenho defensor dessa espécie, ele até foi homenageado dando nome a um filhote que apareceu pelos alojamentos da Fazenda Água Viva, no Mato Grosso. “A onça começou a rondar o lugar, eles ficaram preocupados, claro, é um local que tem moradores, crianças. Mas logo todos se adaptaram e a batizaram de Fasano. Hoje quando a onça chega eles dizem: ‘Deixa ela, não mexe, não, que é o Fasano’”, conta.

A paixão pela natureza, levou Fasano a se engajar ainda mais na luta contra a matança de onças na Região da Amazônia, que vem acontecendo com mais frequência e deixando muita gente estarrecida.

“Com o desmatamento, esses animais perdem seu habitat natural e procuram suas presas onde há plantaões ou fazendas de gado. São inúmeros quilômetros de fazendas em todo o Brasil e nessa região principalmente. Precisamos unir forças; Eu já briguei demais com fazendeiros a minha vida toda. Mas também precisamos deles e eles precisam se engajar na causa como nós”, justifica.

Com isso ele e o Instituto tentam convencer estes fazendeiros a não matarem as onças, mas protegê-las. Com isso, recebem um selo para os produtos que comercializam: “Já existem fazendas com este selo. E em vez de as pessoas só se manifestarem sobre a matança, vão poder optar entre comprar os produtos com este selo ou continuar comprando de quem mata e desmata”,