Em vídeo divulgado por Bolsonaro, Alexandre Garcia detona população brasileira

Publicação do presidente já foi compartilhada mais de 4 mil vezes (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ex-jornalista da Globo foi porta-voz do último presidente da ditadura militar

  • “Alguém teria dúvida de que os japoneses transformariam isso aqui em primeira potência do mundo em 10 anos?”, questionou Alexandre Garcia

O presidente Jair Bolsonaro iniciou a manhã desta segunda-feira (3) compartilhando em seu perfil no Twitter um vídeo em que Alexandre Garcia, ex-jornalista da Globo, questiona a capacidade da população brasileira. Em três horas, a postagem de Bolsonaro foi compartilhada mais de 4 mil vezes, seguindo a recomendação do presidente: “para assistir algumas vezes e compartilhar muitas”, escreveu o capitão reformado.

O vídeo tem um minuto e 51 segundos de duração e mostra um trecho de uma palestra chamada “O Brasil e suas oportunidades”. Em seu discurso, Alexandre Garcia pede que a plateia imagine um cenário em que toda a população do Brasil vá para o Japão, e vice-versa. Então, afirma que os japoneses precisariam de apenas dez anos para transformar o nosso país na maior potência mundial. 

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E o que os brasileiros fariam no país asiático, de acordo com a hipótese do palestrante? “Lá, não quero pensar”, afirmou o jornalista, arrancando risos da plateia. 

“Lá vamos esquecer. Aqui com esse solo, com essa extensão de solo, com esse regime de chuvas, com esse sol, com esse litoral, com esse clima, alguém teria dúvida de que os japoneses transformariam isso daqui em primeira potência do mundo em 10 anos?”, questionou o jornalista em vídeo compartilhado pelo presidente. 

Enquanto alguns seguidores do presidente aplaudiram e compartilharam o vídeo, outros questionaram a mensagem que Bolsonaro pareceu apoiar: 

Além de ter trabalhado como jornalista e comentarista político na Rede Globo, Alexandre Garcia foi porta-voz de João Figueiredo, o último presidente da ditadura militar brasileira. No entanto, foi exonerado após 18 meses no cargo, por ter posado seminu em uma entrevista à revista masculina “Ele & Ela”.