Video: Baleia jubarte é vista na Baía de Guanabara

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RIO - Um aluno de um clube de canoagem polinésia Moai VA’A registrou uma baleia jubarte passeando pela Baía de Guanabara, neste sábado. O animal foi visto por volta das 7h da manhã, quando a equipe de João Ricardo Rodrigues voltava de remo da Praia do Morcego, em Niterói, para a Praia do Flamengo, na Zona Sul do Rio.

- Hoje saímos da Praia do Flamengo para remar as 7h da manhã e fomos até a Praia do Morcego, em Niterói. Na volta, quando estávamos entre Niterói e o Rio, bem na boca da Baia vimos uma baleia. – contou João.

Nessa época, baleias jubartes saem de águas mais geladas no sul do Oceano Atlântico, onde ficam suas principais áreas de alimentação, e seguem para águas mais quentes com objetivo de se reproduzirem, que estão localizadas ao norte do Espírito Santo e sul da Bahia, no banco dos Abrolhos. O Rio de Janeiro vira parte das rotas dos animais que aparecem e dão um show.

Encalhes

Ao menos 48 baleias jubartes encalharam no litoral brasileiro e marcaram o primeiro semestre de 2021, aponta balanço do Projeto Baleia Jubarte. Os registros começaram em abril, dobraram em maio e em junho os números dispararam com 32 mortes, sendo considerado o terceiro pior mês dos últimos tempos, no Brasil. O total de mortes é um número inédito para esta época do ano.

Para o veterinário Milton Marcondes, especialista em baleias, a situação é atípica e esses dados podem subir ainda mais até o fim do ano porque o pico de encalhes ocorre entre agosto e setembro.

— Normalmente as primeiras jubartes começam aparecer em maio, em junho aumenta um pouquinho e julho já começa a ter bastante baleia. É a época que elas estão passando pelo Rio de Janeiro, indo para o banco dos Abrolhos, ao sul da Bahia e norte do Espírito Santo. O pico em que elas encalham é em agosto, que coincide com o nascimento dos filhotes, e depois esses registros começam a diminuir. Quando chega em novembro elas estão indo embora — explica Marcondes, coordenador de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte, que compara os números aos meses de agosto de 2017 com 46 mortes e agosto de 2018 com 45. Nesses dois anos, os encalhes ultrapassaram a barreira dos 100 registros.

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