Vídeo foi manipulado para parecer que Lula defende o fascismo e o nazismo

Pré-candidato e ex-presidente Lula acena a apoiadores em evento em Diadema, São Paulo, em 9 de julho de 2022 (Foto: AFP via Getty Images / Nelson Almeida)
Pré-candidato e ex-presidente Lula acena a apoiadores em evento em Diadema, São Paulo, em 9 de julho de 2022 (Foto: AFP via Getty Images / Nelson Almeida)
  • Vídeo de Lula falando como se defendesse o fascismo e o nazismo circula nas redes

  • Na gravação, é possível perceber cortes entre as falas

  • O discurso foi manipulado para que parecesse que o ex-presidente defendeu assuntos que repudiou na fala original

Um vídeo no qual o pré-candidato e ex-presidente Lula (PT) parece defender o nazismo e o fascismo é compartilhado por dezenas de usuários nas redes sociais. O registro, porém, foi manipulado digitalmente. Na gravação original, o ex-mandatário repudiou os tipos de regimes.

Captura de tela de um vídeo manipulado do ex-presidente Lula para simular defesa de fascismo e nazismo (Foto: Facebook / Reprodução)
Captura de tela de um vídeo manipulado do ex-presidente Lula para simular defesa de fascismo e nazismo (Foto: Facebook / Reprodução)

Na gravação viral, Lula diz: "Precisa convencer as pessoas a negação da política. Fascismo, nazismo, qualquer outra coisa menos democracia. Por isso que é importante as pessoas participarem do PT convencer as pessoas a mudarem para as pessoas destruírem tudo que o Estado faz".

Mas no discurso original, o ex-presidente defendeu justamente o contrário. A fala foi proferida no evento de lançamento da campanha de filiação ao PT de 2017. A declaração foi transmitida ao vivo no perfil oficial do Facebook de Lula.

No discurso original, o ex-presidente falou sobre a impossibilidade de se fazer mudanças no país fora da política:

"Eu penso que as pessoas devem se filiar ao PT, primeiro, porque o PT precisa convencer as pessoas de que não existe saída para o Brasil e para qualquer país do mundo fora da política. Ou seja, o PT tem que ser um partido que enfrenta essa discussão contra a negação da política. Fora da política nós teremos fascismo, nazismo, qualquer outra coisa menos democracia"

Em um trecho posterior, ele falou sobre a importância de saber conviver com as diferenças: "Nós não queremos convencer as pessoas a mudarem, o que nós queremos é aprender a aceitar as pessoas como elas são".

Ainda mais adiante, ele defendeu a democratização dos meios de comunicação e se posicionou contra críticas exageradas ao Estado: "Não é possível a gente deixar de priorizar uma discussão sobre a democratização dos meio de comunicação neste país [...] vocês não podem mais dar uma concessão pública [...] ainda financiar patrocínio para as pessoas destruírem tudo que o Estado faz, porque a negação ao Estado parece que é prioridade, como se tudo de ruim fosse do Estado e tudo de bom fosse da iniciativa privada".

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