Vídeo: Lewandowski pede prisão de passageiro que o criticou em voo

Ministro Ricardo Lewandowski se irrita com passageiro em voo (Reprodução/Youtube)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski se irritou em um voo de São Paulo para Brasília, na manhã desta terça-feira (4), e ameaçou mandar prender um passageiro que o criticou e chamou a Corte de “vergonha”. O homem chegou a ser retido e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal. O episódio foi registrado em vídeo e teve ampla repercussão em redes sociais.

Nas imagens, feitas já dentro da aeronave — ainda com as portas abertas, o ministro aparece na primeira fila mexendo no celular. Ouve-se a voz do passageiro, mais tarde identificado com o advogado Cristiano Caiado de Acioli, de 39 anos, falando sobre o STF.

“Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando vejo vocês”, diz o advogado.

Em resposta, o ministro se dirige ao autor das críticas: “Você quer ser preso?”. Na sequência, pede a um comissário de bordo a presença de agentes da PF no voo.

A discussão continua, com Acioli questionando seu direito de se manifestar. “Eu não posso me expressar? Chama a Policia Federal então”, diz.

Um agente da PF chegou a embarcar na aeronave e tirar uma cópia dos documentos de identificação do advogado. O avião foi liberado e a viagem transcorreu normalmente. No entanto, ao pousar em Brasília, Acioli ficou retido na aeronave e depois foi levado para a Superintendência Regional da PF no Distrito Federal.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Acioli afirmou que o agente federal que o acompanhava não declarou o motivo de estar sendo retido. 

“Eu tenho convicção de que não faltei ao respeito ao ministro, ele me desrespeitou devido ao cargo que ocupa. Não poderia, como guardião da Constituição, reprimir o direito constitucional de um cidadão”, disse ao jornal.

Na noite desta terça-feira (4), o gabinete de Lewandowski, por meio de nota, informou que o magistrado, “ao presenciar um ato de injúria à Corte, sentiu-se no dever funcional de proteger a instituição a que pertence, acionando a autoridade policial para que apurasse eventual prática de ato ilícito, nos termos da lei”.

Confira o registro do momento em que Lewandowski rebate os comentários: