Vídeo mostra morador da Rocinha levado por enxurrada

Reprodução/Youtube

A comunidade da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, foi uma das áreas mais atingidas pela forte chuva que desabou na cidade na desta quarta-feira (6). O temporal, que deixou ao menos cinco mortos, provocou desabamentos, deslizamentos de terra e enxurradas; só na Rocinha, uma pessoa morreu soterrada. A Prefeitura decretou luto oficial de três dias.

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Em vídeo que circula nas redes sociais, um morador da região é visto sendo levado pela correnteza que tomou conta da rua. No entanto, segundo o portal G1, vizinhos relataram que ele sobreviveu.

Próximo dali, no morro do Vidigal, as chuvas provocaram deslizamentos de terra que atingiram dois ônibus na zona sul. Os veículos foram atingidos em dois pontos diferentes por terras e árvores, na Avenida Niemeyer, que liga o Leblon a São Conrado.

O Centro de Operações da prefeitura informa, com base no monitoramento do Sistema Alerta Rio, que o tempo continuará instável nesta quinta.

Estágio de crise e orientações

A prefeitura do Rio decretou estágio de crise na cidade, por conta das fortes chuvas. Entre os pontos mais afetados estão as comunidades da Rocinha e do Vidigal e bairros como Alto da Boa Vista e Barra da Tijuca. Por conta dos ventos fortes, foi grande o número de árvores caídas sobre diversas ruas.

O estágio de crise é o terceiro grau de alerta, quando há chuva muito forte, alagamentos e deslizamentos. O Centro de Operações do Rio (COR) emitiu alertas pedindo para as pessoas não saírem de casa ou de lugares abrigados, a menos que seja extremamente necessário. Sirenes foram acionadas na favela da Rocinha e também na comunidade Sítio Pai João, no bairro do Itanhangá, perto da Barra da Tijuca. A orientação do Sistema Alerta Rio é que as pessoas sigam para pontos seguros de apoio.

Em pontos de alagamento, a orientação é que as pessoas evitem contato direto com postes ou equipamentos que possam estar energizados. Os moradores também devem verificar se há sinais de rachaduras em suas residências. Ao perceber trincas ou abalo na estrutura, devem acionar a Defesa Civil Municipal pelo número 199 e, neste caso, evitar ficar na casa.

Moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros. O acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento. As pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil Municipal. Os locais são informados pelo número 199. Se necessário, use os telefones de emergência 193 (Corpo de Bombeiros), 199 (Defesa Civil) ou 1746 (Central de Atendimento da prefeitura).

Com informações da Agência Brasil