Pastor radical pede ‘novo vírus’ e morte de ministros do STF

Pastor é conhecido por posturas radicais (Reprodução)
Pastor é conhecido por posturas radicais (Reprodução)

Durante uma oração em uma igreja, o pastor Tupirani da Hora Lores pediu que um novo vírus seja enviado para matar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O líder religioso também pediu que prefeitos e diretores de escolas morram de Covid-19 e também pela variante Ômicron, variante do coronavírus.

O vídeo do pastor, que é antivacina e foi preso no ano passado durante a Operação Rófesh, da Polícia Federal, por crimes de racismo e ódio contra judeus, viralizou nas redes sociais nesta terça-feira (12).

Nas imagens ele aparece usando uma camisa onde está escrito “não sou vacinado” e faz críticas às autoridades que são a favor da vacina.

“Deus, faz cair as diretoras das escolas pelo teu coronavírus. Pelo ômicron. Faz cair, ó Deus os políticos, os prefeitos dessas nações, todos aqueles que têm seus decretos obrigando as pessoas a injetarem os seus venenos. Que eles caiam, como malditos que são”, diz o pastor, declaradamente antivacina.

O discurso de ódio de Tupirani se direciona, principalmente, aos magistrados, em especial aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem o pastor deseja uma morte dolorosa.

“Ó Deus, que aqueles juízes não morram de causas naturais, que seus ossos apodreçam”, pede ele em oração.

Em seguida, o pastor deseja que os magistrados percam os movimentos do corpo e precisem de cadeiras de rodas para se locomover.

“Deus, envia um vírus novo para comer a coluna desses juízes malditos. Que para se locomoverem tenham que rolar no chão como malditos e desgraçados e inimigos do bem e da sociedade que são”, completou, enquanto fiéis gritavam “aleluia” ao fundo.

Essa não é a primeira vez que o pastor se envolve em uma polêmica desse tipo.

Durante um culto gravado e difundido em junho de 2020, Tupirani da Hora Lores, líder da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, grupo radical religioso, afirmou que os judeus “deveriam ser envergonhados como foram na 2ª Guerra Mundial”.

Ele também já pregou discursos de ódio contra religiões de matriz africana, pessoas LGBTQIA+ e negros, em outras ocasiões.

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