Vieira da Cunha (PDT) diz que teria vergonha de superávit e culpa PT por eleição de Bolsonaro

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PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Secretário estadual da Educação na gestão anterior ao governo Eduardo Leite (PSDB), o ex-deputado federal Vieira da Cunha (PDT) declarou que teria vergonha se o seu governo divulgasse um superávit de R$ 4,7 bilhões nos primeiros quatro meses de 2022, como ocorreu no Rio Grande do Sul.

A declaração foi dada pelo pré-candidato nesta segunda-feira (13) durante sabatina Folha de S.Paulo/UOL ao analisar o último Censo Escolar, em que o RS apresentou um índice de 10,7% de evasão na rede pública em 2021, quase o dobro da média nacional.

"É uma questão de prioridade de investimentos. Em um debate, o presidente Fernando Henrique Cardoso perguntou ao [Leonel] Brizola de onde ele retiraria dinheiro para implementar escola em tempo integral no Brasil, pois são caras. Brizola respondeu que cara é a ignorância", declarou Vieira.

Ele foi o segundo entrevistado da série de sabatinas com pré-candidatos ao Governo do Rio Grande do Sul.

Cabo eleitoral do presidenciável Ciro Gomes no RS, Vieira discordou do ponto de vista de que Ciro deveria renunciar à sua candidatura para facilitar uma derrota de Bolsonaro no primeiro turno. Na visão de Vieira, Ciro não pode ser responsabilizado por Bolsonaro ter mais chance de chegar ao segundo turno.

"O Lula e o PT, sim, prestaram serviço ao bolsonarismo, pois ele se elegeu em razão do petismo. Ciro Gomes venceria no segundo turno. O único que está fazendo propostas para o Brasil é o Ciro Gomes e espero que não percarmos essa nova oportunidade", declara.

Procurador de carreira do Ministério Público, Vieira atribui às ameaças do governo Bolsonaro à democracia o motivo do seu retorno à política como pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Sul. Vieira estava afastado da política desde 2016.

"Pertenço a uma geração que lutou contra a ditadura. Minha geração foi às ruas por anistia, pelas ‘diretas já’. Não queremos que esse tempo volte. Muitas pessoas perderam a vida e muitos perderam um tempo precioso de vida longe do país. Brizola esteve 15 anos no exílio", relembrou o pedetista.

Questionado sobre a descriminalização das drogas, Vieira se disse favorável.

"Esse é um ponto que nós temos que enfrentar. Até há pouco atuei em uma câmara federal relacionada ao tema. É um flagelo social. Eu estudei esse assunto profundamente e acho que um parâmetro é a política de drogas de Portugal, em que há a descriminalização do uso da maconha", diz Vieira.

Antes de Vieira, Edegar Pretto (PT) foi entrevistado pela Folha e pelo UOL.

Nesta terça-feira (14), as entrevistas seguem com o senador Luis Carlos Heinze (PP), às 10h.

A sabatina foi conduzida pelo colunista do UOL Kennedy Alencar, e pelos jornalistas Tales Faria, do UOL, e Alexa Salomão, da Folha de S.Paulo.

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