'A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell' pode dar prejuízo. Estúdio culpa polêmica com Scarlett Johansson

Depois de uma semana em cartaz, ‘A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell’ parece ter virado motivo de dor de cabeça para a Paramount. O fraco desempenho do filme nas bilheterias dos Estados Unidos, onde rendeu apenas US$ 19 milhões, fez o estúdio ligar o sinal de alerta. Só a título de comparação, o desenho ‘O Poderoso Chefinho’, lançado no mesmo final de semana, fez US$ 50 milhões.

A projeção é que os números finais, somando a bilheteria mundial de ‘A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell’ fiquem na casa dos U$ 200 milhões. Estima-se que o custo total, somando produção e campanha de divulgação, tenha superado os US$ 250 milhões. Ou seja, um prejuízo de pelo menos US$ 50 milhões.

Kyle Davies, chefe de distribuição da Paramount nos Estados Unidos, culpa a polêmica criada em torno da escalação de Scarlett Johansson, a francesa Juliette Binoche e o dinamarquês Pilou Asbæk em papéis cujas origens vem da cultura oriental, prática chamada na indústria de “whitewashing”, quando atores brancos fazem papéis de personagens de outras etnias.

“Eu acho que a controvérsia sobre a escalação do elenco impactou negativamente as críticas”, disse ele à CBS. “Você tem um filme que é muito importante para os fãs uma vez que é baseado em um anime japonês. Então você está sempre tentando encontrar a medida exata entre honrar o material de origem e fazer um filme para uma audiência de massa. Isso é um desafio, mas é evidente que os comentários não ajudaram.”

Inspirado no mangá criado por Shirow Masamune e no anime dirigido por Mamoru Oshii, o filme tem como heroína Major, uma policial híbrida entre humana e robô que combate o crime numa metrópole. Se a intenção era criar uma franquia, os números devem impedir que surjam novas sequências nos próximos anos.