Vinho de excrementos e vodca com escorpião em exposição de bebidas exóticas na Suécia

Esta foto de arquivo tirada em 7 de novembro de 2018 mostra um visitante olhando o "Mouse Wine" da China apresentado no Disgusting Food Museum em Malmo, Suécia. Vinho cocô e vodca de escorpião são apenas algumas das estrelas de uma nova exposição sobre o álcool revoltante no Museu da Comida Nojenta em Malmo, na Suécia.
Esta foto de arquivo tirada em 7 de novembro de 2018 mostra um visitante olhando o "Mouse Wine" da China apresentado no Disgusting Food Museum em Malmo, Suécia. Vinho cocô e vodca de escorpião são apenas algumas das estrelas de uma nova exposição sobre o álcool revoltante no Museu da Comida Nojenta em Malmo, na Suécia.

O "vinho de cocô", o gim de formiga ou a vodca de escorpião são algumas das bebidas alcoólicas que podem ser vistas em uma exposição no Museu da Comida Repugnante (Museum of Disgusting Food), na cidade sueca de Malmö, sul do país.

"É a medicina tradicional coreana", disse o diretor do museu, Andreas Ahrens, que fez uma mistura com excrementos humanos para confeccionar esta bebida.

"Costumava ser bebido para curar fraturas e contusões, era sobretudo um remédio", disse. 

"Agora cheira mais a álcool que a fezes", disse, levando a bebida ao nariz "mas quando você começa a fabricar, o odor é totalmente horrível". 

Os visitantes, que lutam contra as náuseas com um sorriso, podem descobrir bebidas diferentes, algumas experimentais, como uma cerveja escocesa com 55% de teor alcoólico e que é vendida dentro de um esquilo empalhado.

Também há bebidas com uma produção mais importante, como o Fernet Branco italiano, uma cerveja a base de testículos de baleia islandesa ou o Waragi, uma bebida de Uganda. E outras como o pruno, um vinho de frutas elaborado por prisioneiros nos Estados Unidos e que fermenta nos banheiros. 

Os visitantes também podem comparar os hábitos por países, como é o caso do Gammeldansk, uma bebida amarga dinamarquesa que tradicionalmente é tomada no café da manhã, "considerada bastante normal aqui na Suécia, na Dinamarca e na Noruega, mas totalmente repugnante no resto do mundo", afirmou Ahrens. 

"O mesmo ocorre com todos os outros objetos da exposição. São coisas apreciadas pelas pessoas do local onde foram produzidas e que podem não ser agradáveis para quem não é dali", completou. 

Uma visita "muito, muito, muito asquerosa mas muito emocionante e divertida. Mostra coisas muito inesperadas", explica Marie-Louise Syrjäläinen, que veio com a família. 

Inaugurado há quase dois anos, o Museu da Comida Repugnante tem cada vez mais êxito, com exposições em outros lugares do mundo como Nantes (França), Berlim (Alemanha) e Los Angeles (Estados Unidos). 

A atual crise de saúde obrigou o museu a fechar suas portas temporariamente pela falta de visitantes, mas com a exposição de bebidas, que terá duração de três meses, Ahrens espera receber novas visitas.

cbw/map/ia/pc/bl/gf