Vini Jr não sente peso da titularidade e vira peça importante na estreia do Brasil

Vini Jr só precisou ser ele mesmo para deixar claro que a titularidade era merecida na estreia da Copa do Mundo. Aos 22 anos, o atacante foi uma das principais armas da vitória do Brasil sobre a Sérvia. Ao longo de 90 minutos, o camisa 11 foi insinuante, mas também compromissado. Se houve surpresa, foi talvez não ter sentido em nada o peso da camisa da seleção brasileira em um Mundial. Ainda assim, Tite preferiu tirá-lo a 20 minutos do fim da partida, e colocar Rodrygo.

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O atacante deu duas assistências para os gols de Richarlison, e ainda criou outras várias situações pelo lado esquerdo. Desdes os primeiros minutos, Vini Jr apareceu como válvula de escape do Brasil. Com a Sérvia adiantada na marcação, houve dificuldade de os zagueiro saírem jogando com os laterais e o goleiro. O atacante precisou baixar até mais próximo da área para dar opção, já que no meio-campo também havia pressão sobre Neymar e Paquetá para a segunda bola.

Nas primeiras vezes que recebeu, Vini ainda recuou o jogo. Mas em seguida conseguiu girar e abrir espaço para levar o time à frente. Por conta de uma linha adiantada na defesa da Sérvia, o atacante percebeu logo que teria espaço para atacar caso houvesse uma roubada de bola e troca de passes rápidos. Quando recebeu mais livre pela primeira vez, contra a defesa da Sérvia armada, Vini errou na tomada de decisão e tentou resolver sozinho quando havia muita gente na sua frente. Na sequência, em situação de mano a mano, apostou corrida e ganhou, mas não conseguiu chegar para cruzar e ganhou escanteio.

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Vini ganhou confiança com a sequência de tentativas. Ligado no jogo, percebeu o corredor se abrir e Thiago Silva enfiou linda bola, que o atacante por pouco não chega antes do goleiro, livre. Em outro lindo passe, de Casemiro, Vini arrancou e levou a melhor contra a marcação, mas o chute saiu prensado.

No segundo tempo, voltou em voltagem igual. Não caía com qualquer trombada da defesa, normalmente levava vantagem no fundo, e achava bem os companheiros. Neymar recebeu pelo passe aos 10 minutos da etapa final, mas chutou torto. Vini aproveitou para chamar a torcida e pedir mais apoio.

Em mais um lance com Neymar, foi decisivo novamente. O camisa 10 fez jogada individual, mas demorou a tocar quando invadiu a área. Vini foi ao encontro da bola, chutou cruzado, e no rebote a bola sobrou para Richarlison abrir o placar. Com a Sérvia mobilizada para o empate, os espaços aumentaram. E o camisa 21 conseguiu puxar mais contra-ataques com facilidade. Entre eles na jogada do segundo gol. Um passe certeito de trivela achou Richarlison no meio da área para completar para o Brasil.