Vinte e dois ex-combatentes da Farc assassinados em 2018 na Colômbia

Juan Vicente Carvajal, conhecido como "Misael", é transportado de helicóptero para Bogotá após a sua prisão, em 23 de março de 2012, em Arauca, na Colômbia

Um total de 22 ex-combatentes da ex-guerrilha Farc foram assassinados ao longo deste ano na Colômbia, informou a procuradoria nesta terça-feira.

O último deles foi Juan Vicente Carvajal, conhecido como "Misael", um comandante da ex-guerrilha comunista, disse a jornalistas Martha Janeth Mancera, diretora da Unidade Especial de Investigações para Líderes e Defensores de Direitos Humanos do ente acusador.

"Misael" foi assassinado na noite desta segunda-feira no departamento de Arauca, fronteiriço com a Venezuela, acrescentou.

O líder máximo das Farc, Rodrigo Londoño, codinome "Timochenko", "assegurou que o ex-combatente "havia desempenhado um papel 'protagônico' nos conflitos que aconteceram em Arauca e que abriram tantas feridas".

Mancera assegurou que o ente investigador esclareceu nove dos 22 homicídios registrados, em outros nove "há avanços significativos" e os quatro restantes estão sendo investigados.

Dos casos resolvidos, em quatro o Exército de Libertação Nacional (ELN) foi identificado como responsável. O ELN é o último grupo rebelde do país e a negociar a paz com o governo.

Em outros dois responsabilizou-se o Clã do Golfo, a principal facção criminosa da Colômbia, surgida após a desmobilização dos paramilitares de ultra-direita em 2006, e em outros dois a dissidências das Farc. Enquanto que outro não tinha relação com grupos armados, apontou Mancera.

As Farc asseguraram nesta terça-feira em um boletim que com a morte de Carvajal são 19 seus ex-prisioneiros mortos desde a assinatura do acordo.