Vinte manifestantes detidos a poucos dias da eleição presidencial na Colômbia

A polícia da Colômbia deteve cerca de vinte manifestantes, em sua maioria jovens, que participaram dos sangrentos protestos contra o governo de Iván Duque em 2021, informou o Ministério Público nesta quarta-feira (15).

"Em operações simultâneas nas cidades de Cali [sudoeste] e Bucaramanga [norte], entre terça e quarta-feira, foram realizadas duas operações contra as autodenominadas estruturas da Primeira Linha", informou o organismo em uma mensagem à imprensa.

Nove dos "supostos membros" do movimento de protesto foram detidos em Cali e 11 em Bucaramanga, sob acusações de homicídio, sequestro, formação de quadrilha, tortura, entre outras.

Conhecidas por usar capacetes e escudos artesanais nos confrontos contra os esquadrões de choque, as "Primeiras Linhas" foram protagonistas dos distúrbios sociais entre abril e junho de 2021.

Ao menos 46 pessoas morreram, 44 civis e dois militares, durante as mobilizações, de acordo com um relatório do escritório da ONU na Colômbia. Várias organizações denunciaram uma brutal repressão policial.

Os jovens que lideraram os protestos denunciaram uma caça às bruxas para silenciar as ruas. Foram pelo menos 1.900 detidos, segundo um balanço do MP em dezembro.

Segundo depoimentos acessados pela AFP, alguns dos detidos em 2021 foram retirados de suas casas de madrugada por policiais que os levaram em carros particulares.

As operações foram realizadas a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial disputada pelo esquerdista e opositor Gustavo Petro e o milionário independente Rodolfo Hernández, empatados nas intenções de voto.

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