Violência cresce no México, com 7 mil assassinatos em três meses

Pessoas carregam o caixão de policial assassinado na comunidade Coacuyul, em Zihuatanejo, durante funeral em Acapulco, estado de Guerrero, 20 de abril de 2018

Um total de 7.667 homicídios foram registrados no primeiro trimestre de 2018 no México, quase 20% mais que no mesmo período de 2017, o ano mais violento em duas décadas, segundo dados do governo federal, divulgados neste domingo (22).

O relatório de março do secretariado executivo do Sistema de Segurança Nacional de Governo (Interior) indica que em março foram registradas 2.729 mortes violentas, a maioria por arma de fogo, o que o situa como o mês mais violento desde o início do ano.

No primeiro trimestre de 2017 ocorreram 6.406 mortes violentas, segundo a mesma estatística.

Esta violência acontece em meio à multiplicação de células criminosas ligadas ao narcotráfico, mas também ao roubo de combustível, sequestro, extorsão, entre outros delitos.

Em dados atualizados, o relatório detalha que em janeiro foram contabilizadas 2.549 mortes violentas e em fevereiro 2.389.

O México fechou 2017 com 25.339 homicídios dolosos, a cifra mais alta desde que se iniciaram os registros em nível nacional em 1997.

No último ano, estados que antes eram considerados isolados da criminalidade registraram um aumento repentino, e agora Guanajuato, no centro do país, é o mais violento em números absolutos com 741 assassinatos de janeiro a março, seguido de Guerrero com 651 e Estado de México com 602.

Desde dezembro de 2006, quando o governo lançou uma polêmica operação militar antidrogas, já ocorreram mais de 200 mil assassinatos, segundo dados oficiais, que não detalham o percentual de casos ligados ao narcotráfico.

A ampliação da violência se dá no ano em que os mexicanos vão às urnas eleger presidente, as duas câmaras do Congresso e diversos cargos estaduais e municipais.

Entre as vítimas da violência nos últimos meses estão diversos políticos, entre eles candidatos, que sofreram ataques, foram assassinados, ou denunciaram ameaças de morte.