Viola Davis se arrepende de ter vivido empregada doméstica em Histórias Cruzadas

Rafael Monteiro
·2 minuto de leitura
HOLLYWOOD, CA - FEBRUARY 26:  Actress Viola Davis poses in the press room at the 89th annual Academy Awards at Hollywood & Highland Center on February 26, 2017 in Hollywood, California.  (Photo by Jason LaVeris/FilmMagic)
HOLLYWOOD, CA - FEBRUARY 26: Viola Davis recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2017 por Fences. (Photo by Jason LaVeris/FilmMagic)

Viola Davis tem uma carreira exemplar como atriz. Primeira mulher negra a vencer Oscar, Tony e Emmy, os prêmios mais importantes do cinema, teatro e TV, respectivamente, nos Estados Unidos -, ela, no entanto, carrega um arrependimento: ter vivido a empregada doméstica Aibileen Clark em “Histórias Cruzadas” (2011).

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“Não há ninguém que não fique entretido com ‘Histórias Cruzadas’. Mas há uma parte de mim que parece ter me traído, e meu povo, porque eu estava em um filme que não estava pronto para (contar toda a verdade)", disse a atriz à Vanity Fair. Davis estrela a capa da publicação na edição de julho/agosto. Por causa do filme, Viola chegou a ser indicada ao Oscar em 2012.

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Na mesma entrevista, Viola revelou que teve medo de ir aos protestos antirracistas por causa da covid-19. Por isso, ela resolveu ir com o marido e outros atores ao Laurel Canyon Boulevard, em Studio City, fazer um acampamento em protesto contra a violência policial nos Estados Unidos.

“Sinto que toda a minha vida foi um protesto. Minha produtora é meu protesto. Eu não ter usado peruca (quando exibiu o seu cabelo crespo curtinho) no Oscar de 2012 foi meu protesto. É uma parte da minha voz, assim como me apresentar a você e dizer: ‘Olá, meu nome é Viola Davis’", falou ela.

Segundo a atriz, ela sentiu que a sua voz tinha força quando adquiriu autoestima. Para isso, as irmãs Deloris, Diane e Anita e a mãe dela, Mae Alice, foram fundamentais. “Elas me olharam e disseram que eu era bonita”, contou.

“Quem está dizendo a uma garota de pele escura que ela é bonita? Ninguém diz isso. Estou lhe dizendo, ninguém diz isso. A voz da mulher negra de pele escura é tão rica em escravidão e em nossa história", refletiu Davis.

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