Violência e cárcere privado: filhos denunciam a própria mãe por maus-tratos ao padrasto no DF

·3 minuto de leitura
Polícia Civil está investigando o caso - Foto: Divulgação/PCDF
Polícia Civil está investigando o caso - Foto: Divulgação/PCDF
  • Mulher agredia, dopava e mantinha o marido em cárcere privado

  • A denúncia foi feita pelos filhos dela, enteados da vítima

  • A polícia está investigando o caso após resgatar o homem

Uma mulher foi denunciada pelos próprios filhos pelos maus-tratos praticados contra o marido em Brasília. Maruzia das Graças Brum Rodrigues está sendo investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal. As informações são do jornal Correio Braziliense.

A mulher de 52 anos teria cometido uma série de crimes contra o marido, um servidor público de 49 anos que não teve a identidade revelada. Entre eles, agressões e cárcere privado.

Leia também

A denúncia partiu dos três filhos de Maruzia, que presenciaram por anos os maus-tratos, e foi corroborada pela empregada que trabalhou por um mês para o casal este ano. A PCDF abriu inquérito baseado em fotos, documentos e vídeos.

O casal se conheceu em 2002, em Brasília. Pouco depois, começou a morar junto. O rapaz era extremamente organizado e tinha algumas manias de arrumação, o que Maruzia classificou como “problema psiquiátrico”.

“Ele deixava os livros separados por ordem alfabética, tinha planilha de gastos e as roupas sempre bem organizadas. Nisso, minha mãe começou a dizer que ele tinha problemas psiquiátricos e o levou em diversos médicos. Foi quando ele começou a tomar inúmeros remédios com alta dosagem”, detalhou a filha da mulher.

Mulher teria esfaqueado o marido - Foto: Getty Images
Mulher teria esfaqueado o marido - Foto: Getty Images

Os filhos notaram que o padrasto parecia sempre dopado, provavelmente por conta de uma hiperdosagem dos remédios aplicados pela mãe. Não demorou para que os episódios evoluíssem para agressões.

“Ela já fechou a mão dele na porta do carro por várias vezes. Quando chegávamos em casa, tinha panela quebrada e ele sempre com marcas pelo corpo. No período em que morei com eles, tinha vezes que nem água ela queria comprar e começou a faltar tudo. Não entendíamos o porquê”, contou a filha.

O filho mais novo de Maruzia contou que eles também apanhavam da mãe, mas que a violência com o padrasto era maior. “Foi uma violência gradual, que piorou com os anos. Presenciei ela o xingando várias vezes, o chamando de ‘demente’ e pedindo para que ele mesmo repetisse que era um ‘demente’. Era uma situação constrangedora.”

Denúncia e investigação

Em 2019, o homem aposentou-se de seu emprego no Banco Central e mudou com Maruzia para Portugal. Em julho deste ano, porém, o casal voltou ao Brasil para que a mulher passasse por cirurgias de abdominoplastia e harmonização facial em um hospital particular do DF.

Maruzia alugou um apartamento em Brasília e contratou uma empregada. Enquanto estava internada, seus filhos tentaram visitar o padrasto, mas foram impedidos pela empregada, que, segundo a própria, apenas seguia ordens da patroa.

A funcionária prestou depoimento à polícia e contou que o homem tomava de oito a 10 comprimidos por dia. Com cicatrizes pelo corpo, ele teria contado à empregada que chegou a ser esfaqueado por Maruzia.

Na última quarta-feira, a Polícia Militar e o Samu foram chamados à residência. Lá, diagnosticaram o rapaz sob efeito de superdosagem medicamentosa.

“Só queremos que ela pague por tudo o que fez com ele. Meu padrasto tinha uma vida ativa, era atleta e feliz. Agora, está sendo dominado, foi tomado por ela e acha que está sendo cuidado”, disse a filha de Maruzia.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos