Violentos combates no sul de Trípoli

Combatentes leais ao governo do GNA atiram contra forças do marechal Jalifa Haftar em 21 de maio de 2019 no bairro de Salahedin, subúrbio do sul de Trípoli

Os combates se intensificaram nesta terça-feira (21) entre as forças leais ao Governo de Acordo Nacional (GNA) e as tropas do marechal Khalifa Haftar no sul da capital líbia, após vários dias de relativa calma.

Mais de seis semanas após o início de seu ataque a Trípoli, o marechal Haftar, homem forte do leste do país, e seu autoproclamado Exército Nacional Líbio (ANL), continuam enfrentando uma feroz resistência das forças do GNA, reconhecido pela comunidade internacional.

Na terça-feira, do centro da cidade se ouviram disparos de artilharia pesada. São os confrontos mais violentos desde o início do mês de jejum muçulmano de Ramadã, em 6 de maio.

Foi registrado um confronto no bairro de Salahedin, no subúrbio sul, onde as tropas pró-GNA ganharam terreno, segundo seu porta-voz Mustafa Al Mejii.

Desde 4 de abril, os combates deixaram 510 mortos e 2.467 feridos, de acordo com um balanço divulgado na segunda-feira pela Organização Mundial de Saúde.

Os combates obrigaram mais de 75.000 pessoas a deixar suas casas, segundo a ONU.

O enviado da ONU na Líbia, Ghassan Salamé, advertiu nesta terça-feira que o ataque a Trípoli é "somente o início de uma guerra longa e sangrenta" que pode se estender para a região, e pediu medidas para cortar o fluxo de armas aos combatentes.