Imprensa norte-coreana informa da visita de chanceler chinês a Pyongyang

Seul, 3 mai (EFE).- A imprensa oficial da Coreia do Norte informou nesta quinta-feira (data local) da visita a Pyongyang do ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, e da sua reunião com seu homólogo norte-coreano, Ri Yong-ho, para tratar a "atual situação na península" após a cúpula intercoreana da semana passada.

Uma breve nota publicada pela agência estatal "KCNA" afirma que Ri e Wang trataram "em profundidade" as relações "de amizade e cooperação" entre ambos países por ocasião do encontro de março em Pequim entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente da China, Xi Jinping.

"Também trocaram amistosamente opiniões sobre outros temas de comum interesse, incluindo a atual situação na península da Coreia", acrescenta o texto.

A visita de Wang, a primeira de um ministro de Exteriores chinês à Coreia do Norte em 11 anos, acontece menos de uma semana depois da histórica cúpula na qual Kim Jong-un e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, decidiram trabalhar para conseguir a "completa desnuclearização" da península.

As duas Coreias também se comprometeram a assinar um tratado que ponha fim ao estado de conflito na região após a Guerra da Coreia (1950-1953).

Pequim, que apoia há anos a desnuclearização do regime de Pyongyang e cujo exército de voluntários é signatário do cessar-fogo que pôs fim ao conflito, mostrou desde então sua disposição a trabalhar com as duas Coreias e os Estados Unidos para a assinatura de um tratado de paz que substitua esse armistício.

Embora os meios de comunicação estatais norte-coreanos não tenham mencionado nada a respeito, se dá como certo que os ministros chinês e norte-coreano falaram também sobre o histórico encontro previsto para as próximas semanas entre Kim Jong-un e o presidente dos EUA, Donald Trump, para tratar a possível desnuclearização do regime de Pyongyang.

Muitos analistas apostam que o próprio Xi Jinping visitará a Coreia do Norte depois que Pyongyang e Washington realizarem aquela que será sua primeira cúpula desde o fim da Guerra da Coreia. EFE