Vista como ‘a fritura da vez’, Regina Duarte tem dia decisivo no governo hoje

Jan Niklas, Naira Trindade, Nelson Gobbi

O dia de ontem foi um exemplo e tanto da instabilidade de Regina Duarte à frente da Secretaria Especial de Cultura. Há dois meses no comando da pasta, a atriz amanheceu com a notícia de que Dante Mantovani — presidente da Funarte na gestão de seu antecessor Roberto Alvim —, que foi demitido por ela, havia sido reconduzido ao cargo. À sua revelia.

Reclusa em São Paulo desde que começou a recomendação de isolamento social por conta da epidemia de coronavírus, Regina demonstrou surpresa a aliados quando soube da publicação no Diário Oficial, assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto.

No fim da tarde, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro reconsiderou a decisão e tornou sem efeito a nomeação — na hora em que Mantovani falava com o GLOBO ao telefone, sem saber da novidade. Uma pequena vitória da atriz em um mar de frustrações. Ela viajou a Brasília e conversará com Bolsonaro hoje para definir seu destino.

No Palácio do Planalto, Regina é vista por alguns como “a fritura da vez”. A própria atriz disse a uma interlocutora que achava que estava sendo dispensada, em áudio obtido ontem pelo site “Crusoé”, e ouve que Edir Macedo já teria indicado seu substituto. Procurado pelo “Jornal Nacional”, o bispo disse que não era verdade.

O presidente andaria incomodado com algumas nomeações que ela pretendia fazer de pessoas associadas à esquerda pelos militantes bolsonaristas. Aliados dele disseram ao GLOBO, entretanto, que Bolsonaro não estaria disposto a arcar com o desgaste da demissão da atriz neste momento, após as saídas de dois ministros populares de seu governo (Sergio Moro, da Justiça, e Luiz Henrique Mandetta, da Saúde).

Leia a matéria completa sobre o "Dia D" de Regina Duarte.