Vitória (ES) adquire botões do pânico para 103 unidades de ensino, após tentativa de ataque em agosto

A Prefeitura de Vitória, no Espírito Santo, anunciou a compra de botões do pânico para 103 unidades de ensino da sua rede municipal. A iniciativa, que ainda é considerada experimental pela Secretaria de Educação, visa prevenir ou mitigar "os efeitos de violência e invasões" nas escolas, segundo publicação no Diário Oficial do município desta segunda-feira.

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Os botões do pânico serão fornecidos por uma empresa especializada por 12 meses ao preço de R$ 378.516. Além das unidades de ensino, o botão do pânico também estará presente nos cinco Centros de Ciência, Educação e Cultura (CCEC), como o Planetário.

O projeto começou em agosto após um jovem armado com facas, bombas caseiras e três bestas invadir a Escola Municipal Éber Louzada Zipinotti, no bairro Jardim da Penha, com o objetivo de cometer um massacre. Ex-aluno da instituição, o homem de 18 anos foi detido pela Polícia Militar. Ninguém ficou ferido no episódio. Dias depois, um botão do pânico foi colocado na unidade de ensino.

Atualmente, o dispositivo está presente em sete unidades da rede municipal. O sistema deverá ser instalado ao longo do próximo ano de forma gradual.

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Ao ser acionado, o botão do pânico emite um alerta para as autoridades, como a Guarda Municipal e a Polícia Militar, que se dirigem ao local. Ele grava o som ao redor e o transmite para os agentes de segurança, que passam a ter uma ideia do que está acontecendo dentro da escola.

O sistema do botão de pânico começou a ser usado em Vitória em 2013, para casos de violência contra a mulher.

Caso em Aracruz

Nesta sexta-feira, um adolescente de 16 anos entrou em duas escolas de Aracruz e disparou contra professores e alunos. Três pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas. De acordo com as autoridades, o rapaz confessou o crime ao ser detido.

O jovem usou as armas do pai, um tenente da Polícia Militar, para cometer o massacre. De acordo com a polícia, ele revelou que planejava o atentado há 2 anos. A motivação do crime ainda é investigada.,

Os ataques aconteceram nas escolas Primo Bitti, da qual o atirador era ex-aluno, e no Centro Educacional Praia de Coqueiral, por volta das 9h50 da manhã. As vítimas são duas professoras e uma criança de 11 anos. Outras três professoras e duas crianças estão em estado grave.