"A Vitória será Nossa"

A guerra-relâmpago planeada por Moscovo transformou-se numa guerra de trincheiras que parece não ter fim à vista. No centésimo dia da ofensiva russa, nos arredores do palácio presidencial em Kiev, o presidente ucraniano deixou uma mensagem de esperança. "As Forças Armadas da Ucrânia estão aqui, estamos todos aqui. E o mais importante, o povo do nosso Estado está aqui, defendendo a Ucrânia há já 100 dias. A vitória será nossa", disse Volodymir Zelenskyy numa mensagem divulgada nas redes sociais.

Apesar do otimismo de Zelenskyy, a Rússia continua a ganhar terreno no leste da Ucrânia. O porta-voz do Kremlin disse esta sexta-feira que muitas localidades foram "libertadas das forças armadas ucranianas pró-nazis", e que as pessoas podem agora começar a normalizar as suas vidas."Os esforços vão continuar até alcançarmos todos os objetivos da operação militar especial", garantiu Dimitry Peskov.

Após semanas de bombardeamentos, a Rússia controla a maior parte das regiões separatistas de Luhansk e Donetsk. Katarzyna Zysk, professora no Instituto Norueguês de Estudos de Defesa, diz que "o problema é que o apetite russo pode não parar por aqui". "Pode tomar ou tentar tomar Mykolaiv, ou o porto da cidade de Odessa. E se fosse bem-sucedida, provavelmente, a Rússia voltava atrás e tentaria conquistar Kiev", defende Katarzyna Zysk.

De acordo com as autoridades ucranianas, a Rússia já controla um quinto do seu território. O presidente Zelenskyy diz que "sem a ajuda das armas avançadas do ocidente, será muito difícil reconquistar o terreno perdido".

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