Vitality “trollando” mostra saturação em torneios de CS:GO

Dan 'apEX' Madesclaire comemora durante o major de Katowice (Adela Sznajder/ESL)

Por Abner Bento (@abnerbento)

A FURIA conquistou seu primeiro título em LAN no último domingo (14), a ESEA Global Challenge. No caminho, a equipe bateu a Team Vitality na semifinal. O campeonato contou com a atuação do técnico Nicholas “guerri” Nogueira que substituiu Rinaldo "ableJ" Moda Júnior, com problemas de visto, apesar do título brasileiro, outro assunto veio à tona: reclamações nas redes sociais de que os franceses estariam “trollando” a partida, comprando armamentos incomuns e com pouco comprometimento com o resultado.

Alguns dos fóruns mais comuns de CS:GO como Reddit e da HLTV.org repercutiram negativamente a atitude dos jogadores. A compra de armas como PP-Bizon, P90 e Dual Berettas e o comportamento no servidor foi alvo de duras críticas da comunidade internacional, por outro lado, a grande quantidade de eventos disputados pela equipe foi um dos argumentos de quem defendeu a decisão dos franceses.

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O próprio capitão da equipe Alex "ALEX" McMeekin tuitou sobre o estilo de jogo “peculiar” da equipe e se defendeu alegando estar em busca de um reset para a disputada da IEM Chicago, que acontece de 18 a 21 de julho. Com a conquista da etapa europeia da ESEA MDL, tanto FURIA quanto Vitality já estavam classificadas para as Pro Leagues regionais, mas precisaram disputar o campeonato para não perder a vaga.

O excesso de partidas acaba “punindo” equipes que tem bom desempenho, devido ao alto número de torneios online e offline que essas equipes precisam disputar. A partida inicial que garantiu a vaga dos franceses aconteceu no dia 12 de junho, apenas cinco dias após a final da ESL One: Cologne, da qual os franceses perderam por 3 a 1 para a Team Liquid.

Esse é um dos motivos por equipes como a Astralis acabarem pulando eventos importantes como DreamHack Masters e IEM Sydney. O crescimento da popularidade do jogo somado ao circuito aberto, permite muitas vezes que campeonatos de grandeza semelhante ocorram até mesmo simultaneamente.

Nos últimos três meses, a Vitality disputou sete campeonatos presenciais, que passaram por Bélgica, Estados Unidos e até mesmo a China. Se computados os qualifiers online como a fase Europeia da ECS e da Pro League, são onze torneios oficiais.

Enquanto equipes em ascensão como FURIA ou NRG necessitam disputar o máximo de torneios possíveis, equipes mais consolidadas como Team Liquid e Astralis devem começar a privilegiar eventos mais prestigiados e com maior premiação, priorizando qualidade ao invés da quantidade.

Um circuito fechado parece mostra-se fora de cogitação no momento e não parece a solução mais ágil para esse tipo de problema. A grande oferta de torneios é boa para ao cenário, mas ao mesmo tempo satura o público com grande quantidade de jogos (muitas vezes irrelevantes) e acaba pulverizando a audiência, que acaba priorizando apenas momentos chave dos torneios.

Outros jogo da Valve e que também conta com circuito aberto como o Dota2 parece ter encontrado uma maneira mais eficiente utilizando rankings que acabam por distribuir mais o calendário e desafogar as equipes. A título de comparação, a Team Liquid de Dota 2 compareceu a seis eventos presenciais em 2019, enquanto a equipe de CS:GO foi a 12 no mesmo período.

Para os organizadores convencionais, como é o caso da ESL (que também é responsável pelos torneios DreamHack) talvez seja o momento de rever a quantidade de torneios e concentrar maiores premiações em um menor número de eventos.

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