Vítima de estupro do médico anestesista diz que nunca imaginou que seria abusada

Anestesista Giovanni Quintella Bezerra está preso há mais de um mês por estupro durante parto - Foto: Reprodução
Anestesista Giovanni Quintella Bezerra está preso há mais de um mês por estupro durante parto - Foto: Reprodução

A mulher vítima de estupro pelo médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, relatou, um mês após o episódio, em entrevista ao "Fantástico", da TV Globo, exibida neste domingo (14), que nunca imaginou que iria ouvir que teria sido abusada, após ficar sedada para realizar um parto.

Ao lado do marido, ela falou sobre o trauma de um dia que deveria ter sido inesquecível por causa do nascimento de uma criança, e não pela violência e covardia.

A mulher descobriu que havia sido vítima de estupro, na sala de parto, logo após dar à luz.

“Em vez de eu sair pela porta da frente, com meu filho no colo, eu saí pelos fundos do hospital. Com vergonha. Como se eu estivesse fazendo alguma coisa de errado. Eu imaginei tudo, menos que eu ia ouvir isso, que eu fui abusada”, relatou.

A vítima descreveu ainda que quando acordou da sedação percebeu ter percebido um “líquido gosmento” na boca.

“Eu estava acordando sem entender como eu dormi. Eu percebi que tinha algo na minha boca. Alguma coisa, assim… Um líquido meio gosmento, meio… Isso aí não é vômito, porque não tem gosto de vômito. Eu tentava cuspir, mas não consegui”, disse ela.

Relembre o caso

Giovanni Quintella Bezerra foi denunciado por funcionárias do Hospital da Mulher de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, preso no dia 11 de julho.

Desconfiadas, funcionárias filmaram o homem abusando de sua paciente que havia acabado de dar à luz em uma cesárea. O vídeo serviu de prova para a prisão em flagrante.

O anestesista está impedido de exercer a medicina enquanto corre, em sigilo, a sindicância aberta pelo Conselho Regional de Medicina. Ele está preso preventivamente no Complexo de Bangu, em uma cela individual, por ter curso superior, e isolado dos outros detentos, por questão de segurança.