Viúva Negra: como o sucesso no cinema e no streaming podem mudar o entretenimento

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Adiado inúmeras vezes, Viúva Negra é talvez o filme que primeiro sentiu os efeitos da pandemia. Além de chegar tarde ao mundo da Marvel, o filme solo de Natasha Romanoff sofreu com a COVID-19 e viu qualquer sinal de ineditismo ir embora quando ganhou sua data definitiva em julho de 2021, quase um ano depois do previsto. Eis que vem a surpresa: a bilheteria não só é a maior dos últimos meses, como chega a patamares pré-pandemia e ainda traz números transparentes e expressivos no streaming da Disney, o Disney+.

Na parte das telonas dá pra dizer que este é o primeiro grande sinal de recuperação do cinema nos EUA. Os U$80 milhões arrecadados por lá são maiores do que o montante arrecadado por Homem-Formiga (57), Homem-Formiga 2 (78) e no mesmo nível de Thor 2 (85) - sem contar que no restante do mundo Viúva acumulou 78 milhões de dólares, totalizando aí US$ 158 milhões só no primeiro final de semana.

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E mesmo que soe datado pelos atrasos constantes, é razoável dizer que o filme se beneficiou pela onda de otimismo que assola os EUA, já que a vacinação acelerou. Quem diria que a renegada Vingadora que demorou quase uma década para ganhar um filme pode ser coroada como símbolo da volta do cinema nos EUA.

A novidade real, porém, está nos números do Premier Access, o serviço premium do Disney Plus. Viúva Negra fez US$ 60 milhões nos primeiros dias de exibição, um valor que o deixa como principal filme neste formato no serviço e consolida a estratégia da Disney em apostar no lançamento simultâneo. Ainda mais importante que o valor é a simbologia da divulgação conjunta destes números, mostrando finalmente que a indústria começa a entender streaming e cinema como complementos e não concorrentes.

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E isso não é sobre a pandemia, mas sobre o futuro. As experiências são diferentes, e quem decide qual e onde a usufruir deve ser o consumidor.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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