Viúva de Paulinho, do Roupa Nova, vive de bico: “Estou sem dinheiro”

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Paulinho e Elaine estiveram juntos por mais de 16 anos (foto: reprodução)
Paulinho e Elaine estiveram juntos por mais de 16 anos (foto: reprodução)

Resumo da Notícia:

  • Elaine Soares busca na justiça o reconhecimento de sua união de mais de 16 anos com o cantor

  • A instrução do julgamento do espólio do artista será em março de 2022

  • Formada em direito e pscologia, ela deixou a carreira para trabalhar com o cantor quando se relacionaram

A viúva do cantor Paulinho, que era vocalista do Roupa Nova, está passando por dificuldades financeiras após a morte do cantor por covid-19 em dezembro de 2020. O artista era um dos mais queridos do país e embalou diversas histórias de amor ao longo dos anos com hits do grupo.

Em conversa com a “Quem”, Elaine Soares Bastos, viúva do cantor, revelou estar desempregada há alguns meses e sem fonte de renda já que o espólio do cantor ainda não foi liberado pela Justiça. Ela luta para ter seu relacionamento de mais de 16 anos reconhecido para entrar na partilha dos bens com os filhos do artista, Twigg de Souza Santos e Pedro Paulo Castor dos Santos.

Psicóloga e advogada, ela recorreu a uma amiga nos últimos 15 dias para tentar uma renda extra. Elas venderam taças de acrílico e outros utensílios no maior centro de comércio popular do Rio de Janeiro, o Saara. “Uma banca na calçada, onde bate sol o tempo todo. Não posso cuspir no prato que comi, porque ela foi muito legal comigo. Poderia ter dito que não, mas dividiu comissão comigo”, revelou.

Ela completa: “Como estava chegando a semana do Natal e estou no processo de esperar o inventário e o formal de partilha - já que só a partir deles poderei seguir a minha vida, independentemente de estar trabalhando ou não - entrei em contato com minha amiga porque sabia que ela tinha essa loja para ver se ela me dava uma força nos 15 dias que antecediam o Natal. Para eu arrumar um dinheiro qualquer. Porque estou sem dinheiro.”

Mas as vendas não fizeram tanto sucesso como ela esperava. “Vendia tacinhas de acrílico. Só que o que deu de comissão não chegou nem a R$ 50, então não valeu a pena. Mas, de qualquer maneira, tenho minha mãe, vou passar o Natal com ela. Mas queria um dinheiro extra para comprar uma lembrancinha para o meu sobrinho, para a minha afilhada, filha do meu sobrinho, que tem quatro aninhos, porque criança cobra, gosta e tal”, avaliou.

Desempregada, ela conta que tinha uma carreira antes de começar a acompanhar o ex-marido e trabalhar com ele. “Tenho duas formações: sou psicóloga, trabalhei 15 anos na Pfizer como gerente de recursos humanos, e depois, casada com o Paulinho, fiz faculdade de direito. Ele pagou para eu fazer. Falou: 'faz, namorada, você leva jeito'. Fiz exame de ordem (OAB), passei. Só que durante o tempo em que estávamos casados, cuidava de tudo, de mim, dele, da casa. Viajava com ele e aí, para trabalhar, não teria a disponibilidade que precisava ter para acompanhá-lo nos lugares que acompanhei", concluiu.

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