Vivendo um torturador racista em 'Marighella', Bruno Gagliassi conta que precisou ficar longe da família durante a gravação: 'Mergulho intenso'

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Em "Marighella", longa de Wagner Moura, que estreia hoje no Brasil depois de anos de embargos, Bruno Gagliasso vive um delegado racista e torturador.

Para mergulhar no personagem tão asqueroso, Bruno decidiu ficar longe da família. “Foi um mergulho intenso, tão intenso que na época das filmagens fiquei longe deles", lembra o ator que é casado com Giovanna Ewbank e pai de Titi, de 7 anos, Bless, de 6, e Zyon, de 11 meses.

Sobre interpretar o personagem Lúcio, que perseguia Marighella, ele comenta que foi um processo muito pesado. "Foi muito doloroso porque o Lúcio é o oposto do que acredito. Eu ainda não penso em mostrar o filme para meus filhos. Não é um filme para crianças (a classificação é 16 anos), mas é necessário porque se fala de ditadura e perseguição", diz Gagliasso, que destaca um trecho de sua atuação. "Lembro-me de uma fala que ele diz 'Se eu mato preto, eu mato vermelho'. Ainda é cedo para eles verem isso. E, claro, eu não quero que eles confundam o pai com o personagem", afirma.

Quando chegar a hora, ele conta que terá orgulho de apresentar a obra a eles. "Filmes como esse ajudam a contar e relembrar nossa história. Terei muito orgulho quando meus filhos verem, principalmente o Bless que adora ação", acredita.

Atualmente, ele está gravando "Santo", da Netflix, em Salvador, depois de passar uma temporada vivendo na Espanha. "Eu estava morrendo de saudades da Bahia e está lindo voltar para o Brasil e ir direto de Salvador, depois de tantos meses na Europa. Além disso, eu gravo na cidade e muitas vezes consigo chegar a tempo para almoçar com as crianças", conta sobre a rotina entre as gravações e vida em família. "Eu nunca tive a pretensão de um carreira internacional mas sei que o streaming te dá essa possibilidade, de interpretar e ser visto no mundo inteiro. Adorei gravar na Espanha, mas nada supera o calor do meu povo e de meu país".

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