Vivi Araújo ‘repete’ fantasia de rainha da Portela pela 2ª vez, mas ainda ganha torcida da colega de posto

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RIO - Grávida de cinco meses e desfilando como rainha de bateria do Salgueiro pelo 14º carnaval, a atriz Viviane Araújo cruzou a Marquês de Sapucaí nesta sexta-feira com uma fantasia que representa a entidade Cabocla Jurema — na Umbanda, é a rainha das matas ligada a Xangô, padrodeiro da escola de samba. Inserida no enredo da vermelha e branca (“Resistência”), a personagem foi, recentemente, encarnada por outra “majestade” da folia: Bianca Monteiro, a rainha de bateria da Portela, que também desfilou como Jurema no Carnaval passado.

A coincidência entre as fantasias acontece pela segunda vez. Em 2019, ambas já tinham desfilado, na mesma temporada, em referência à orixá Yansã. Na ocasião, o Salgueiro de Vivi cantava Xangô e a Portela de Bianca falava da cantora Clara Nunes, ícone da escola.

O repeteco, no entanto, não alimenta qualquer rivalidade entre as donas das duas coroas: Vivi, que chegou ao samba a partir da carreira na TV e outros meios de comunicação, é admiradora confessa da colega de Bianca, colega de posto com raízes na comunidade portelense, sem fama prévia à coroação, em 2016.

— Foi incrível ter desfilado de Jurema em 2020. Nós, rainhas, sempre temos nossos sonhos de vir representando personagens. É normal que a gente repita o que outras já usaram. Em 2019, saí de Borboleta de Oyá, em referência à Iansã. E a Vivi também. A gente tem essa conexão e acho que faz parte da força da mulher, da fé feminino. São fantasias de guerreiras. Espero que seja uma experiência muito forte pra ela e que a Cabloca Jurema entregue a ela a mesma emoção que senti, ainda mais estando grávida. Quero um dia também passar na Avenida de 'barriguinha' — diz Bianca, que, em 2020, chegou a pedir 'licença' para a espiritualidade antes de desfilar como Jurema.

No enredo do Salgueiro, Viviane (ou Jurema, neste sexta) demonstra a força da resistência das religiões de matriz africana, da mesma forma que seus súditos: os ritmistas da bateria “Furiosa” estão vestidos em referência a uma “gira” de Caboclo, reunião de médiuns e espíritos em que há incorporação de entidades que levam o nome da fantasia.

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