Vizinha diz ter sido testemunha de caso de racismo de morador contra porteiro

Caso de racismo aconteceu em edifício em Copacabana (Foto: Reprodução/TV Globo)
Caso de racismo aconteceu em edifício em Copacabana (Foto: Reprodução/TV Globo)

Resumo da notícia

  • Vizinha diz ter testemunhado caso de racismo de morador contra porteiro do prédio

  • Reginaldo Silva de Lima foi ofendido, ameaçado e agredido por Gilles Teboul

  • Caso foi registrado como injuria racial e ameaça; francês nega

Uma moradora de um prédio em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, presenciou o morador Gilles David Teboul agredindo e praticando racismo contra o porteiro Reginaldo Silva de Lima. Ao g1, ela afirmou que viu o caso e vai testemunhas a favor do funcionário.

Reginaldo Silva de Lima já havia denunciado que foi vítima de racismo, além de ter sido ameaçado por Teboul.

“Eu presenciei o morador dando um tapa no seu Reginaldo, no porteiro. E continuou falando: 'Você é incompetente, você é um preto macaco fedorento, não tem capacidade nem de ser porteiro'. E o seu Reginaldo falando: 'Eu vou para a delegacia’, contou a moradora. O caso ocorreu em 26 de junho.

O porteiro revelou que estava atendendo outra pessoa quando o morador, que é francês, disse que a porta do elevador de serviço estava aberta. Em seguida, proferiu ofensas racistas. “Ele voltou e falou: 'Seu incompetente. Você não está vendo que a porta do elevador está aberta? Você não tem capacidade para fazer essa função. Seu negro!'”, relatou Reginaldo ao g1.

Segundo o funcionário ele foi também agredido e ameaçado de morte. As câmeras do prédio registraram um momento em que Gilles Teboul empurra o pescoço de Reginaldo. O porteiro afirmou que foi vítima ainda de um soco e pontapés.

“Ele chegou já empurrando meu pescoço e me humilhou. Fisicamente, me deu um soco, pontapés e começou a me xingar. Falou que eu era um vagabundo, um negro, que ele tinha dinheiro e que se eu ligasse, se denunciasse, ele que ia me matar. Falei: ‘O senhor pode fazer o que o senhor quiser, mas eu vou denunciar, sim'”, relembrou Reginaldo.

O caso foi registrado como injuria racial e ameaça na 12ª DP. Ao g1, o morador negou as ofensas racistas e afirmou que não xingou Reginaldo.

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