Vlahovic: a arma da seleção sérvia para tentar surpreender o Brasil na estreia

Para a imprensa da Sérvia, a seleção que enfrenta o Brasil nesta quinta-feira, às 16h (de Brasília), no Lusail, é a melhor do país desde a dissolução da Iugoslávia. E há razão para o otimismo. A espinha dorsal deste grupo é formada pela geração que conquistou o Mundial sub-20 justamente sobre os brasileiros, em 2015, e a eles se juntou a maior esperança de gols da nação balcânica nesta Copa do Mundo: Dusan Vlahovic, de 22 anos e 1,90m, uma espécie de “cereja do bolo” do time de Dragan Stojkovic.

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Conhecido como “Ibrahimovic de Belgrado” —apelido que o próprio atacante faz questão de ostentar por ser fã declarado do sueco —, Vlahovic vive grande fase na Juventus. Apesar de ter apenas 22 anos, tem seis temporadas como profissional, já que estreou no seu ex-clube, o Partizan, com apenas 16.

Nos últimos anos, tudo ocorreu de forma veloz na carreira do atacante. Chegou à Fiorentina, desencantou na temporada passada, e em janeiro foi contratado pela Juventus, onde se tornou rapidamente titular. Pela seleção nacional foram oito gols em 16 jogos.

Mas a expectativa da torcida em ver a Sérvia na fase final, depois de perder vaga nas oitavas na Rússia-2018 justamente para o Brasil e Suíça, rivais do Grupo G, não é apenas pela boa fase de Vlahovic. Os quatro principais jogadores de meio-campo e ataque vivem boas fases em seus clubes: Tadic, o mais experiente deles, é capitão do Ajax. Milinkovic-Savic é um dos líderes em assistências do Campeonato Italiano jogando pela Lazio. E Mitrovic, a outra opção de ataque, é titular do Fulham, que joga a Premier League.

— Devemos esperar a melhor Sérvia, corajosa, que disputará o melhor futebol e buscará um resultado excelente — disse ontem o técnico Stojkovic.

Para a partida contra a seleção brasileira, Stojkovic terá Mitrovic, recuperado de lesão no pé, mas sofreu uma baixa importante no meio-campo: o meia Filip Kostic, companheiro de Vlahovic na Juventus.