'Quem Indica' ajuda na hora da contratação

Daniel Navas, do AreaH

As disputas por vagas de emprego e cargos elevados estão cada vez mais acirradas. Afinal, quem não quer ter um aumento de salário e estar em uma ótima posição dentro da empresa? Claro que para isso ter um bom currículo, fazer cursos extras e estar bem informado ajuda bastante. Porém, existe um termo conhecido no mercado de trabalho que pode ajudar bastante na hora de uma boa contratação: o QI, sigla criada para “Quem Indica”. E para ser um “indicado” é preciso ter um ótimo networking, ou seja, uma rede de contatos profissionais atualizada e ativa.

Mais no AreaH
A empresa dos seus sonhos pode estar de olho em você


De acordo com a Pesquisa dos Executivos 2011, realizada pela Catho Online com mais de 46 mil entrevistados, cerca de 59% das pessoas responderam que foram contratadas atualmente por meio da indicação de amigos. Além disso, 70% dos desempregados buscam novos empregos por meio do networking. E não é somente o colaborador que usa desta técnica. As empresas também acreditam no QI, já que o estudo revelou que de todas as contratações, mais de 70% foram feitas por meio de indicação de pessoas de dentro ou de fora da corporação.

Mas como fazer parte destas estatísticas?


Segundo o diretor da Bob Sem Limites Edson Felix, empresa que auxilia profissionais a se prepar para serem grandes ícones do mercado, o primeiro passo é mostrar todo o profissionalismo. “Se mostrar sempre prestativo, exercer sua função da melhor maneira possível e superar as expectativas é uma ótima maneira para que as pessoas olhem para você”, ensina.

Outro passo é ser educado com todos, independente do nível hierárquico. “A maioria das pessoas pensa que o negócio é manter boa relação somente com chefe ou diretores. Pelo contrário! Tem que estar bem com os colegas de mesmo nível, assim como com as pessoas abaixo do seu cargo, pois eles falarão bem a seu respeito, mostrando que além de bom profissional você também possui ótimo relacionamento com todos”, explica a especialista em mundo corporativo e empreendedorismo Fádua Sleiman.

A especialista também acrescenta que evitar os exageros e saber se comportar é de extrema importância, como falar baixo, não rir de maneira exagerada e de tudo o que as pessoas disserem, por mais sem graça que seja.

Os lugares ideais


Sem dúvida, o principal local para criar e manter networking é o ambiente corporativo, mas é possível também, durante um momento de descontração, achar uma brecha para trocar contatos. “Se você busca se aproximar de alguém em específico, procure descobrir quais locais esta pessoa costuma frequentar, quais são seus interesses culturais, o que ela costuma vestir, com quem conversa e assim iniciar uma relação, mas sempre pensando que o mais importante é construir uma amizade”, indica Fádua.

Além disso, a presidente do Grupo DMRH Sofia Esteves, especialista em consultoria para recursos humanos, acrescenta que o ambiente acadêmico também é uma ótima oportunidade. “É ali que estão os futuros colegas de trabalho ou pessoas que já fazem parte da área profissional. Então, ter um cartão de visita sempre em mãos para trocar com colegas de classe e também professores é muito importante”, diz.

E claro que as redes sociais não poderiam ficar de fora, já que é a forma mais atual de se manter atualizado em relação ao que os contatos andam fazendo e onde estão trabalhando, além de ser uma ótima oportunidade de divulgar algo profissional que tenha feito. Mas é preciso tomar certo cuidado com estas ferramentas. Edson Felix explica que muitas vezes a sua opinião pode não bater com a de seus amigos. Então, o melhor a fazer é ser cauteloso na hora de postar algo. “O ideal é sempre manter a leveza em textos e fotos. Por exemplo, se for entrar na discussão de algum tema polêmico, saiba o que está falando e tenha uma posição madura a respeito do assunto. Se este não for o caso, melhor não comentar. Além disso, procurar colocar sempre fotos de família. Nada muito exagerado”, acrescenta. 

Amizade em primeiro lugar


Quem acha que o lance é ter o contato único e exclusivamente para uma futura oportunidade está completamente errado. O analista político e Headhunter da Macropolítica, Consultoria de relações governamentais e planejamento estratégico institucional, Ulisses Repassi, esclarece que é preciso ir além do interesse comercial e mostrar que quer a amizade da pessoa em primeiro lugar. “É preciso mostrar que possuem interesses em comum e trocar informações sobre estes assuntos, por meio de uma conversa ou mandando e-mails, sempre mantendo este contato ativo. E lembrar que existe uma troca nesta relação, ou seja, assim como você quer ajuda, a outra pessoa também quer ser ajudada”, conta.

Quando conhecer alguém no ambiente corporativo, anote o nome completo, aniversário, gostos musicais e dados, como e-mail e telefone. A partir daí, crie o costume de ligar ou enviar mensagens em datas importantes, ou então convidando para eventos e jantares que sejam interessantes tanto para você como para a pessoa em questão. O segredo está em se interessar honestamente pelas pessoas sem buscar nisso oportunidades comerciais ou financeiras imediatas, já que isso virá naturalmente.

Conheça o AreaH