'Você não pode ser picado pela mosca azul', diz Mourão sobre segundo lugar em pesquisa no Rio

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BRASÍLIA — Após uma pesquisa eleitoral o colocar em segundo lugar na disputa para o governo do Rio de Janeiro, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira que ainda não definiu seu futuro político. Mourão atribuiu o resultado a uma "carência de nomes" e disse que não pode ser "picado pela mosca azul".

Pesquisa da Quaest, realizada a pedido do GLOBO, mostra uma vantagem para o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) em relação ao atual governador Cláudio Castro (PL) e outros dois nomes que se colocam hoje como pré-candidatos ao Palácio Guanabara. No entanto, eventuais entradas de Mourão e do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD) mudam os cenários da disputa.

Mourão disse que só definirá em março se continuará na chapa do presidente Jair Bolsonaro — que já indicou que deve escolher outro vice — ou se disputará outro cargo. Uma candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Sul também é avaliada.

— Eu só vou definir a minha situação a partir do mês de março. Se eu vou acompanhar o presidente no projeto de reeleição dele, se ele vai desejar isso, ou se eu vou prosseguir na vida política. Não defini essa manobra.

Questionado sobre se o bom resultado na pesquisa pode alterar os planos, o vice-presidente disse que precisa "manter os pezinhos no chão"

— O Rio de Janeiro tem uma certa carência de lideranças. Pessoal lançou meu nome, tudo bem, é mais um nome ali no liquidificador desse momento que a gente está vivendo. Você não pode ser picado pela mosca azul, você tem que manter os pezinhos no chão. Ainda mais na altura da vida que eu me encontro, com quase 70 anos.

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