Você sabia? Instagram conta com ferramenta de ajuda para depressão e ansiedade

Fidel Forato

Que as redes sociais estão cada vez mais preocupadas com a saúde mental dos seus usuários, não é mais segredo. Basta lembrar da iniciativa do Instagram, ainda no ano passado, em remover os likes do app, quando usado via smartphone.

Agora, em pleno Janeiro Branco (o que vem a calhar, inclusive), viraliza na mesma rede um post de Matheus Florencio (@florencioteus) sobre uma iniciativa (bem pouco conhecida, de 2017) do Instagram para lidar com os primeiros sinais de depressão e ansiedade em seus usuários. O que é um tema sério e importante, inclusive porque o suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública. Ele é responsável por tirar a vida de uma pessoa por hora no Brasil, no mesmo período em que outras três tentam se matar.

Usuários do Instagram recebem ajuda quando buscam determinadas palavras (Captura de tela: Fidel Forato/ Canaltech)

Quando um usuário acessa o buscador do Instagram e procura por palavras como #ansiedade ou #depressao, alguns segundos depois de clicar no resultado da busca, aparece a seguinte mensagem de apoio: "Podemos ajudar? Publicações com as palavras ou tags que você está procurando muitas vezes incentivam um comportamento que pode fazer mal a uma pessoa e até levá-la à morte. Se você está passando por uma situação difícil, gostaríamos de ajudar."

Instagram insere algumas opções de ajuda para usuários lidarem com sua saúde mental (Captura de tela: Fidel Forato/ Canaltech)

A partir disso, o usuário tem as seguintes opções: obter apoio; ver publicações mesmo assim; cancelar. Clicando na alternativa para receber ajuda, a pessoa é encaminhado para uma página da web, chamada Help, sob o domínio do Instagram. Ali, está listada uma série de instruções para encontrar reconforto, como "Fale com um amigo" ou ainda "Falar com um voluntário da linha de apoio".

No caso do individuo, ao preferir a conversa com um voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), ele não necessariamente precisa manter esse contato via chamada telefônica. Sentindo-se inseguro em conversar por telefone com algum membro do CVV, ele pode iniciar um bate-papo online ou ainda escrever um e-mail, que será respondido.

Outra opção é o usuário escolher falar com um amigo pessoal. Para essas circunstâncias, o Instagram explica que "se estiver com dúvida sobre o que falar, talvez você possa dizer algo como: 'Estou passando por um momento difícil e gostaria de conversar com você sobre isso. Se não tiver problema, por favor, me avise'". A ideia, então, é que se inicie um contato com alguém em que se confia, como um melhor amigo ou um parente.

Instagram também traz algumas dicas para o usuário se ajudar nessas circunstâncias (Captura de tela: Fidel Forato/ Canaltech)

Sabendo que, por mais difícil que seja enfrentar essa situação, a saída depende muito do usuário. Por isso, o Instagram também compartilha sugestões de como se ajudar, divididas em três grupos: procure se acalmar em meio a uma crise; mude de ares; cuide-se. Já as dicas são bons conselhos, como "Saia para caminhar, correr ou andar de bicicleta", "vá para o seu parque ou local favorito" ou "Não tome nenhuma decisão importante por 24 horas".

Outros usuários também podem realizar denúncias anônimas para ajudar pessoas em momento de dificuldade. Caso veja alguém precisando de ajuda durante uma transmissão ao vivo, por exemplo, a pessoa pode fazer uma denúncia anônima. Nesse caso, quem está gravando o vídeo verá uma mensagem oferecendo ajuda com opções para conversar com uma linha de apoio, falar com um amigo ou obter outras dicas e apoio — com o mesmo conteúdo já mencionado. Além disso, há opção de bloquear determinadas palavras na caixa de comentários.

Vale avisar que o CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar. Isso pode ser feito diretamente pelo número 188. Essa linha começou a funcionar no Rio Grande do Sul, desde 2015, e no ano de 2018 chegou a todos os estados brasileiros.


Fonte: Canaltech

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