Volta às aulas: material escolar deve ter alta de até 30% este ano; veja como economizar

A volta às aulas este ano virá com preços puxados para as famílias brasileiras. No ano passado, os cadernos e artigos de papelaria subiram em média 10%, segundo dados do IBGE – ou seja, o dobro da inflação.

E, na temporada escolar que começa em fevereiro, a alta de preços deve ser ainda maior, entre 20% e 30%, prevê a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE).

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No caso das mochilas e estojos, o aumento previsto pela associação é de 15% a 20%. Os itens importados são a maioria dos artigos do setor.

— Pelo segundo ano, os fabricantes de cadernos sentiram um grande aumento nos preços do papel, principal matéria-prima. O dólar elevado, a redução de capacidade de produção e a menor oferta dos fabricantes, assim como o aumento de demanda internacional e a guerra na Ucrânia, foram os principais fatores. Para os importados, o dólar elevado, a inflação na China e os preços dos fretes internacionais provocaram os aumentos — diz Sidnei Bergamaschi, presidente executivo da entidade.

Confira, abaixo, como economizar na hora de organizar a lista de material escolar das crianças:

Reaproveite

Antes de ir às compras com a nova lista de materiais, verifique o que pode ser reaproveitado do ano anterior. Mochila, estojo, tesoura e régua e até lápis de cor, por exemplo, podem ser usados por mais um ano letivo.

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Repasse

Quem tem filhos de idades diferentes, mas próximas, também deve ficar de olho no que guardar quando um ano acaba, como livros que podem aparecer na lista de materiais do filho mais novo.

Trocas e compra de usados

Em grupos de WhatsApp ou Facebook, e até em iniciativas dentro das próprias escolas, responsáveis podem consultar se outras famílias estão vendendo ou trocando livros didáticos ou outros materiais escolares. Pode ser uma saída sustentável e econômica.

Atacado

Outra saída pode ser reunir grupos de pais e responsáveis e comprar determinados itens no atacado. Algumas lojas têm preços mais vantajosos para quem compra em maior quantidade.

Prioridades

Se a família perceber que não será possível comprar tudo que está na lista, uma saída é entrar em contato com a escola para saber o que é essencial nos primeiros meses do ano, e assim, ganhar tempo para comprar o restante ao longo do ano.

Pesquisa de preços

Também é importante garimpar as ofertas em diferentes lojas. Pesquisa do Procon-RJ constatou grande dispersão de preços. Na cidade do Rio, por exemplo, uma caneta esferográfica pode ser encontrada por R$ 1,70, numa marca simples, ou R$ 19,90, na opção mais cara.

Ofertas on-line

Segundo o Procon-RJ, na internet o consumidor consegue encontrar maior variedade de produtos e, por isso, há mais chances de conseguir uma boa promoção. Na pesquisa realizada pelo órgão, uma borracha foi encontrada no e-commerce de R$ 0,25 até R$ 8,16. Mas é preciso se atentar ao valor do frete, que pode impactar o custo final das compras se os produtos forem comprados em lojas diferentes.

Pagamento

Na hora das compras, é preciso checar se há descontos para pagamento à vista. Mas, se não conseguir pagar as compras de uma só vez, tente parcelar em um número de prestações em que não haja incidência de juros.

Descontos

Buscar por cupons de desconto e lojas que oferecem cashback também pode ser uma estratégia para economizar.

O que a escola pode cobrar?

A lista de material escolar deve pedir apenas itens de uso individual do aluno. Isso quer dizer que a escola não pode pedir materiais de escritório, como grampeador e piloto para quadro branco, ou de higiene e limpeza, como papel higiênico e sabonete. Itens de uso coletivo devem estar previstos no custo cobrado por meio das mensalidades das escolas particulares.

Marcas

É proibido que a instituição de ensino exija ou defina a marca de itens da lista de materiais escolares, ou condicione a compra dos produtos a determinada loja, mesmo sendo na própria escola. A exceção fica para os uniformes e os materiais didáticos próprios do colégio.