Volta às aulas progressiva na Europa

Por Chantal VALERY, con las oficinas de AFP en Europa
O ministro francês da Educação, Jean-Michel Blanquer, visita colégio em Paris, em 11 de maio de 2020

Alunos, mestres e professores voltaram às aulas nesta segunda-feira (11) em vários países europeus, com a notável exceção da Itália, após várias semanas de confinamento pelo novo coronavírus.

Alguns já haviam se adiantado, como Dinamarca e Noruega. Nesta segunda-feira foi a vez das crianças da Holanda, Grécia, Suíça, Croácia e Sérvia de voltar para a escola, com um sistema de turnos e idades.

Na França, no primeiro dia de saída do confinamento, cerca de 86% das 50.500 escolas do país planejaram abrir nesta segunda-feira para os professores e na terça-feira para as "mais de 1,5 milhão de crianças" da creche ou primário, antecipou o ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer.

No entanto, diante a complexidade da saúde, muitos prefeitos relutam em abrir as escolas, assim como alguns professores, que apelam ao direito de não trabalhar em caso de risco à saúde. Muitos pais também têm medo de devolver seus filhos às escolas.

- "Não vou" -

"Não vou", disse uma grega de 17 anos, que nesta segunda-feira foi convocada para voltar às aulas.

"A maioria dos alunos que conheço não irão. Se voltássemos seria apenas por um mês, por isso prefiro ficar em casa e fazer meus deveres", afirmou à AFP Anastasia Kyriazis, que vive em Nea Manolada, no oeste grego.

Por outro lado, no ensino médio do bairro ateniense de Petralona, pequenos grupos de adolescentes se dirigiam entusiasmados às aulas, relatou um fotógrafo da AFP.

Cerca de 30% dos estudantes irão voltar nesta segunda-feira, de acordo com Olivera Zubic, diretora de uma escola privada em Belgrado.

No entanto, devem apresentar um atestado médico demostrando que estão bem de saúde e uma justificativa da empresa indicando que os pais não podem trabalhar de casa.

"Fizemos todos os preparativos, os pais virão em horários agendados previamente. Um casal após o outro. Serão recebidos por uma enfermeira que medirá sua temperatura e a da criança", contou à AFP Olivera Zubic.

Na Croácia, o retorno às escolas primárias também é opcional e está reservada aos pais que precisam ir trabalhar.

"A primeira pesquisa mostra que de 301 alunos inscritos, apenas 93 voltarão e acreditamos que esse número continuará diminuindo", afirmou Josip Petrovic, diretor da escola primária Trnsko de Zagreb.

As mesas e cadeiras foram separadas entre 1,5 e 2 metros e as instruções de segurança são repetidas para as crianças.

Os estabelecimentos escolares foram desinfectados e as salas de aula estão limitadas a um máximo entre dez e quinze alunos, para respeitar as regras de distanciamento.

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