Volta às aulas em SP: particulares poderão receber dobro de alunos da pública

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A teacher uses a doll during an activity with students at a classroom where plastic sheets are installed on desks for social distance and as a prevention measure at Santa Maria school amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Sao Paulo, Brazil November 3, 2020. REUTERS/Amanda Perobelli
Nas maiores escolas da rede particular, todos os alunos que quiserem poderão frequentar as aulas presencialmente todos os dias. Já nas públicas haverá, em regra, revezamento (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
  • A volta às aulas nesta segunda-feira (2) acontecerá de forma desigual em São Paulo nas escolas particulares e públicas

  • Nas maiores escolas da rede particular, todos os alunos que quiserem poderão frequentar as aulas presencialmente todos os dias; já nas públicas haverá, em regra, revezamento

  • Especialistas defendem a volta às aulas desde que os alunos esteja protegidos por protocolos de segurança

A volta às aulas nesta segunda-feira (2) acontecerá de forma desigual em São Paulo nas escolas particulares e públicas, marcando o início do segundo semestre letivo do ano com mudanças no formato.

De acordo com levantamento da Folha de S. Paulo, as maiores unidades particulares da capital receberão até 100% dos estudantes na próxima semana, enquanto a rede pública terá 50%. Ou seja, particulares poderão receber o dobro de alunos em comparação à públicas.

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O levantamento ouviu 10 unidades com mais alunos da rede estadual e da rede privada para saber como se dará o atendimento a partir da semana que vem. 

Nas maiores escolas da rede particular, todos os alunos que quiserem poderão frequentar as aulas presencialmente todos os dias. Já nas públicas haverá, em regra, revezamento.

Segundo o levantamento, entre as particulares, oito das 10 disseram que irão atender todos os dias 100% dos alunos que quiserem ir presencialmente, das quais três (Marista Arquidiocesano, Santa Cruz e Santa Maria) com um período de adaptação de até três semanas, em que haverá rodízio em parte das turmas.

As demais são Dante Alighieri, Móbile, Porto Seguro (unidade Morumbi), Agostiniano Mendel e Unasp. Uma (Mackenzie) irá atender 90%, e outra, o Etapa, disse que ainda não havia definido o esquema até a tarde de sexta-feira (30).

Já na rede estadual, de acordo com a Folha de S. Paulo, oito das 10 informaram que irão fazer um rodízio em que 50% dos alunos poderão frequentar a escola a cada vez. São elas:

  • Professor Francisco de Paula Conceição Junior

  • Professor Aroldo de Azevedo

  • Professor Orestes Rosolia

  • Brigadeiro Gavião Peixoto

  • Charles de Gaulle

  • General Humberto de Souza Mello

  • Padre Tiago Alberione

  • João Solimeo

Segundo o jornal, a Reverendo Erodice Pontes de Queiroz ainda não havia decidido como seria o esquema e, na Professor Marcos Antonio Costa, não foi localizado um funcionário para informar.

Sem acesso ao ensino remoto 

A kid raises her hand next to other students in a classroom at Thomaz Rodrigues Alckmin school, on the first day of the return of Sao Paulo state's schools for extracurricular activities amid the the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Sao Paulo, Brazil October 7, 2020. REUTERS/Amanda Perobelli
Para muitos especialistas, o retorno às aulas é essencial, pois para muitos o acesso às aulas pela internet é muito difícil (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

Desde a chegada do coronavírus no Brasil, um dos países que teve escolas fechadas por mais tempo no mundo, alunos mais pobres têm tido menos acesso ao ensino remoto e menos oportunidades de voltar à sala de aula.

Para muitos especialistas, o retorno às aulas é essencial, pois para muitos o acesso às aulas pela internet é muito difícil. Além disso, a perda de qualidade pedagógica é apontada como grave no ensino remoto para crianças.

Há também uma diferença entre como o ensino remoto afetou alunos de escolas públicas e particulares. Aqueles que pagam pela educação muitas vezes possuem um acesso à internet de melhor qualidade, o que significa que as crianças tiveram perdas no aprendizado de forma distinta em cada sistema.

Especialistas defendem a volta às aulas desde que os alunos esteja protegidos por protocolos de segurança. Hoje, a orientação da pasta é que as escolas atendam o máximo possível de estudantes, desde que respeitada a distância de um metro entre eles.

No estado, as aulas presenciais ainda não são obrigatórias. A Secretaria da Educação da gestão João Doria (PSDB) pretende torná-la obrigatória em setembro, a partir da avaliação do que vai ocorrer em agosto.

Na rede municipal, instrução normativa da Secretaria da Educação prevê que os alunos “serão atendidos na forma presencial e em sistema de revezamento semanal, em no máximo duas turmas”. Nas creches municipais, o limite será de 60%.

Modelo híbrido em maioria das capitais

Em 22 das 27 capitais brasileiras, alunos poderão frequentar a escola de forma presencial, mas sem obrigatoriedade.

Em 16 capitais, o primeiro semestre teve aulas exclusivamente remotas e agora aplicarão o modelo híbrido. São elas

  • Aracaju

  • Belém

  • Brasília (rede distrital)

  • Campo Grande

  • Curitiba

  • Fortaleza

  • Goiânia

  • Macapá

  • Maceió

  • Natal

  • Palmas

  • Recife

  • Salvador

  • São Luís

  • Vitória

  • Cuiabá (também será híbrido, mas a retomada será apenas em outubro)

Já em Porto Alegre, as aulas serão 100% presenciais neste semestre e a ida à unidade de ensino é obrigatória. A capital do Rio Grande do Sul adotou o modelo híbrido no primeiro semestre. 

Belo Horizonte e Rio de Janeiro também irão ter aulas majoritariamente presenciais, mas famílias que preferirem poderão manter os filhos em casa. Ambas capitais já adotavam o modelo híbrido no primeiro semestre.

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