Volta do Carnaval de rua em São Paulo já tem 16 megablocos anunciados

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.04.2022 - Foliões se divertem no bloco Te Pego no Cantinho, no bairro Butantã, em SP. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.04.2022 - Foliões se divertem no bloco Te Pego no Cantinho, no bairro Butantã, em SP. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A volta do Carnaval de rua em São Paulo, suspenso nos últimos dois anos por causa da pandemia de Covid-19, já tem 16 megablocos confirmados pela Secretaria Municipal de Cultura.

Uma relação parcial com os blocos que desfilarão na capital paulista foi publicada no último sábado (7) no Diário Oficial do Município. Mas até o fim da semana a pasta deverá divulgar a lista final. A expectativa é por mais de 600 inscritos.

Entre os megablocos já confirmados estão Bicho Maluco Beleza, do pernambucano Alceu Valença, Bloco Bem Sertanejo, de Michel Teló, Bloco da Pabllo, da cantora Pabllo Vittar, Monobloco e Galo da Madrugada, entre outros (veja lista abaixo).

O Carnaval de blocos paulistano só não terá folia nas ruas no primeiro fim de semana do próximo mês.

De acordo com o calendário divulgado pela pasta, nos dias 11 e 12 de fevereiro ocorre o pré-Carnaval. De 18 a 21 é o Carnaval oficial no Brasil, com os desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, na zona norte, e no último fim de semana do mês (25 e 26) será realizado o pós-Carnaval.

Os megablocos terão de encerrar os desfiles até as 19h, quando deve ocorrer a dispersão, segundo consta no calendário já divulgado.

A secretaria projeta atrair 14 milhões de foliões ao longo do mês nos desfiles de blocos.

No último Carnaval de rua realizado oficialmente na capital, em 2020 e em meio à confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país, a prefeitura estimou o público em 15 milhões de pessoas.

O Carnaval com o desfile das escolas de samba voltou a ser realizado no ano passado, mas fora de época, em abril, por causa da superlotação em unidades de saúde no início de 2022 de pacientes infectados com a variante ômicron do novo coronavírus. Mas o de rua, oficialmente, não aconteceu.

Sem autorização e sem patrocínio ou investimento público, 17 blocos desfilaram no fim de abril, segundo contagem feita pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

A prefeitura ainda tentou reagendar os desfiles de rua para julho passado, numa espécie de "esquenta" para 2023, mas, sem patrocínio, recuou. Mesmo com o cancelamento, alguns decidiram sair.

Segundo a prefeitura, duas empresas entraram com lances no pregão para patrocínio do Carnaval de rua deste ano. Em nota, a administração Ricardo Nunes (MDB) disse que a cervejaria Ambev levou e vai investir R$ 25,6 milhões em patrocínio. O valor foi homologado no último dia 6.