Volta da França tenta driblar retomada da epidemia de Covid-19

REUTERS - ANNEGRET HILSE

As revistas francesas desta semana dão destaque para a Volta da França, uma das competições de ciclismo mais famosas do mundo, que teve início na sexta-feira (1°). A largada da prova foi dada este ano na Dinamarca e, como de costume, termina em Paris. Mas antes de cruzar a linha de chegada na avenida Champs-Élysées, os participantes ainda vão ter que driblar outro obstáculo: a epidemia de Covid-19.

Essa 109ª edição começou em Copenhague e, depois de três dias na Dinamarca, continua no norte da França, segue pelo leste do país, passa pelo Alpes e pelos Pirineus, e termina na capital. A corrida “promete ser um espetáculo o tempo todo, mas que talvez exija demais do pelotão de ciclistas”, aponta a revista Le Point, lembrando que, além das montanhas habituais, o percurso deste ano é marcado por vários trechos de paralelepípedo, o que não deve ajudar os participantes, principalmente aqueles que esperam o momento dos sprints para se destacar.

Segundos os organizadores, o objetivo desse trajeto foi dar uma nova dinâmica para a prova ‘rainha do ciclismo’, aumentando os momentos mais espetaculares. Uma estratégia que também combina perfeitamente com o projeto de documentário que está sendo realizado pela plataforma Netflix durante esta edição da Volta da França, avalia Le Point.

No entanto, além das dificuldades técnicas, os organizadores também se questionam sobre as condições sanitárias durante a prova, em um momento em que as variantes e subvariantes do coronavírus têm feito os números de contaminações acelerar de forma preocupante nos últimos dias. Principalmente após a decisão da União Ciclista Internacional (UCI), anunciada esta semana, de flexibilizar as restrições para os corredores que estejam com Covid.

“Até agora, se um ciclista testava positivo, o regulamento o obrigava a deixar a corrida”, lembra a revista L’Express. Mas segundo o anúncio feito pela UCI, os atletas sem sintomas “poderão continuar pedalando no meio do pelotão” se obtiverem a autorização dos médicos que acompanha a prova.

A revista ressalta que a flexibilização das regras sanitárias não acontece apenas na Volta da França, pois outros eventos esportivos, como o torneio de tênis de Wimbledon, decidiram que os jogadores não precisam mais ser testados antes de competir. “Estes novos regulamentos deixam a porta aberta aos atletas que querem jogar apesar da doença e de seu potencial de contágio”, avalia L’Express, lembrando que, no torneio de Roland-Garros, um acordo tácito teria sido feito entre os participantes, que não informavam se estavam contaminados. A tal ponto que, como denunciou a jogadora francesa Alizé Cornet durante uma entrevista, “houve uma epidemia de Covid em Roland-Garros e ninguém falou nada”.

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