Volta do pré-sal impulsiona setor naval

Governo RJ

Novos ventos embalam as expectativas daindústria naval no estado, que acompanha o desenvolvimento do setor de óleo egás e espera a retomada de novos negócios e empregos. Segundo a Firjan, já épossível identificar aumento, por exemplo, na atividade de manutenção e reparonaval no estado, com maior demanda para os próximos anos, quando novasplataformas entrarão em operação, além da construção e integração de módulos.

A previsão éde que haja oportunidades ainda no segmento de apoio marítimo, com as embarcaçõesque ficam ancoradas na Baía de Guanabara e dão suporte à atividade naval, sejamovimentando o pessoal embarcado ou acompanhando a rotina das plataformas.

— Essasatividades tendem a crescer, com um maior número de plataformas com entrada deprodução prevista para os próximos anos — estima o coordenador de conteúdoestratégico de petróleo, gás e naval da Firjan, Thiago Valejo.

A expectativade uma junção de fatores positivos é partilhada pela Empresa Gerencial deProjetos Navais (Emgepron), que destaca a carteira de negócios estabelecidapela Marinha no Rio, e que será incrementada com investimentos previstos porprogramas estratégicos, abrangendo o ambiente de negócios composto por empresase instituições especializadas, segundo o diretor técnico-comercial da empresa,contra-almirante Luiz Carlos Vieira.

Recentemente,a Emgepron anunciou uma parceria para a criação do Cluster Tecnológico Naval doRio de Janeiro, com a junção de forças dos setores de óleo e gás, portuário epesca para gerar empregos e novos negócios.

— Um processode estruturação de cluster tem potencial para gerar efeitos de transbordamentopositivo na economia regional ou até mesmo efeitos inesperados, como a criaçãode um novo produto ou serviço — afirma Vieira.

Para ele, a iniciativaproporcionará um aquecimento da economia, por conta da cadeia produtiva que agedinamicamente, acarretando a geração de empregos diretos, indiretos einduzidos, aumento de renda e de demandas agregadas. O lançamento do projetoocorreu em 21 de novembro.

Estudorealizado pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) aponta que o PIB doMar no Brasil é estimado em R$ 1,11 trilhão, o que corresponde a 18,93% do PIBnacional à época, em torno de R$ 5,9 bilhões. Cerca de 2,67% são referentes àdimensão marinha e 16,26%, adjacentes do mar.

Com relação àexpectativa da retomada do setor naval em níveis observados anos atrás, ocoordenador da Firjan reforça que isso depende de fatores estruturais do país.

— Já houve a Reforma da Previdência, mas precisamos também da ReformaTributária para possibilitar melhores condições de competitividade com maisfinanciamento, para que haja oportunidades para a indústria como um todo. O Rionão perdeu a capacidade produtiva. Os estaleiros têm condições de remontar asequipes e voltar a fornecer para o mercado — conclui.