Voluntários chegam de todo o país e até do Brasil para combater ataque russo no leste da Ucrânia

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Com o início da ofensiva da Rússia para tomar o controle da região do Donbass, no leste da Ucrânia, voluntários vindos de todo o país e até do exterior voltaram a frequentar os centros de treinamentos militares, abertos desde o início da guerra, para participar do combate. A reportagem da RFI foi ao encontro desses novos soldados treinados às pressas.

Aabla Jounaïdi e Oriane Verdier, enviados especiais da RFI a Odessa

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirma que cerca de 3 mil militares do país já morreram e mais de 10 mil ficaram feridos desde o início do conflito, em 24 de fevereiro. Kiev não tem tempo a perder para compensar as baixas. Em um prédio discreto, homens e mulheres aprendem a manejar metralhadoras, na tentativa de escapar da artilharia russa.

“O exército russo só tem soldados militares. No sistema de defesa ucraniano, nós temos estruturas mais complexas: as forças armadas, a defesa territorial e as unidades militares de voluntários” explica o coronel aposentado Yuri Prokhorchuk, comandante do grupo reunido em Odessa.

“Isso nos permite ainda ter pessoas o suficiente para nos defender. Hoje, estamos chamando apenas as pessoas que têm uma experiência de combate. O tempo mínimo possível de formação para preparar um soldado é de um mês”, afirma o coronel, à reportagem RFI.

Karina, originalmente cabeleireira, se engajou desde o começo do conflito – inicialmente, em outras funções. “Eu coletava e preparava comida para os militares”, conta a ucraniana de 30 anos, que nunca tinha encostado em uma arma.


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