Votação da reforma da Previdência tem confusão e bombas na Câmara de SP

·2 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A discussão para a votação da reforma da Previdência municipal enviada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) teve confusão e bombas nesta quarta-feira (10) em frente à Câmara Municipal de São Paulo.

O projeto prevê que, enquanto houver déficit no regime da Previdência, aposentados e pensionistas que ganhem acima do salário mínimo (hoje de R$ 1.100) e abaixo do teto do INSS (atualmente de R$ 6.433,57) deixem de contar com a isenção de contribuição.

A cobrança dos inativos será sobre os valores que superem o salário mínimo, incluindo servidores da administração indireta. Essa alíquota, de 14%, já incide sobre aposentados e pensionistas que ganham acima do teto do INSS.

Os servidores começaram a se concentrar em frente à Casa, que fica no centro da cidade, no começo da tarde. Conforme a sessão se desenrolava tensa do lado de dentro, do lado de fora houve confusão envolvendo servidores e a Guarda Civil Metropolitana.

Segundo o sindicato dos servidores, uma manifestante fraturou a perna no momento em que a GCM atirou bombas contra a multidão.

A prefeitura afirmou que a GCM começou a agir para dispersar manifestantes que tentaram entrar na Câmara.

Segundo a prefeitura, "a Guarda Civil Metropolitana está atuando com reforços no entorno da Câmara Municipal, visando garantir a segurança do local, dos manifestantes e servidores do legislativo municipal. Os agentes sofreram investidas dos manifestantes, que buscavam adentrar o prédio. Os protocolos de uso progressivo da força foram utilizados para conter a situação e evitar danos".

Durante a sessão, houve diversas discussões entre vereadores de esquerda e o relator do orçamento, Rubinho Nunes (PSL), membro do MBL (Movimento Brasil Livre).

Rubinho foi acusado de estimular as galerias a interromper a fala da vereadora Silvia da Bancada Feminista, do PSOL. Na ocasião, Elaine do Quilombo Periférico apontou o dedo para o rosto do deputado, e a sessão ficou suspensa por dois minutos.

Vereadores do PSOL acusaram o governo de compra de votos e de ameaçar membros da base. "Em outras sessões, o próprio Milton Leite [DEM, presidente da Casa] falou em público para todo mundo escutar. Vão votando rapidinho, senão vão perder os cargos", disse Toninho Véspoli.

"Parem de patifaria, isso aí se chama sim compra de voto. Compra de voto, não é só com dinheiro não, compra de forma se faz de várias maneiras, cargo na prefeitura, cargo no governo", completou ele.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos