Votação em colégio da zona sul de São Paulo tem movimento intenso

LAÍSA DALL'AGNOL
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A votação em um dos maiores colégios eleitorais de São Paulo, no Campo Limpo, zona sul da capital, foi marcada neste domingo (15) por movimento intenso de eleitores, muito lixo na rua e respeito às regras de distanciamento social como medida contra o novo coronavírus. Na entrada do Centro Universitário Anhanguera, onde votam mais de 25 mil eleitores, a calçada ficou coberta de santinhos de propaganda eleitoral e, mesmo com o trabalho da zeladoria urbana, que recolheu o material em sacos de lixo, muitos papéis se acumularam na entrada de bueiros. Sob um calor de 39º C, segundo os termômetros de rua, eleitores chegavam e saíam apressados das sessões de votação. Na entrada, ao ar livre, mesários tiravam dúvidas de quem não sabia onde votar dirigir. Eventuais filas formadas dentro do prédio reuniam, principalmente, pessoas que queriam justificar o voto. Apesar do fluxo constante, não foram vistas filas demoradas para o registro do voto e os eleitores disseram se sentir seguros. Havia dispenseres de álcool em gel por toda a parte. "Vi tudo tranquilo por aqui, foi bem rápido para votar", diz o programador Alexandre Rodrigues dos Santos, 28 anos. Ex-morador do bairro, Alexandre, que hoje vive no Jaguaré (zona oeste), afirma que levou apenas alguns minutos para concluir seu voto, desde ter chegado à sala até apertar os botões na urna. A dona de casa Albertina Bittencourt de Souza, 65 anos, estava animada para registrar seu voto. Além dos documentos, levou álcool em gel e caneta na bolsa, conforme orientação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). "Foi tão rápido, que nem vi passar. Para mim, é uma honra vir votar, faço questão de vir todos os anos e, agora, vim tomando todos os cuidados. Não poderia deixar de vir", afirma. O enfermeiro Anderson Neri, 36 anos, era um dos eleitores que estava na fila para justificar o voto. Ele, que mora em outro município, afirmou ter ficado apreensivo com a concentração de pessoas. Por isso, decidiu esperar do lado de fora. "Acabou que não consegui fazer a justificativa presencialmente, me orientaram a baixar o e-título. O aplicativo, acho que pelo volume de gente, não está funcionando para mim, mas falaram que tenho até 60 dias, então estou tranquilo", disse Neri. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Luís Roberto Barroso, disse que as medidas tomadas pelo órgão para prevenir a invasão de ataques contribuíram para a instabilidade no aplicativo e-título neste domingo (15). A desempregada Risolene Monteiro, 42 anos, diz não ter sentido diferença do processo eleitoral deste ano em relação a pleitos anteriores. "Para mim, está tudo igual. Cheguei, votei rapidinho e agora estou indo embora, afirmou.