Votação ocorre com poucas filas no Rio e em São Paulo

Diferentemente do que ocorreu no primeiro turno, quando as votações foram marcadas por longas filas, as eleições seguem tranquilas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na Escola Estadual Plínio Negrão, na Zona Sul da capital, o tempo médio de espera era de apenas cinco minutos. No primeiro turno, chegava a uma hora.

Eleições 2022: O segundo turno da votação pelo Brasil

No Colégio Palmares, na Zona Oeste, a maior fila vista na manhã deste domingo (30) tinha seis pessoas. Na Universidade Presbiteriana Mackenzie, na região central, a votação também seguia rápida. Na Escola Estadual Professor Américo de Moura, na Zona Leste da capital, não havia filas na maioria da seções.

A rapidez da votação é atribuída ao menor número de cargos em disputa. Em São Paulo, além de votar para presidente, os eleitores escolhem o novo governador do estado. Na disputa, estão o bolsonarista Tarcísio de Freitas e o petista Fernando Haddad.

Em nenhum das zonas eleitorais visitadas pela reportagem houve brigas entre partidários de Lula e Bolsonaro. Também não foi observada a distribuição de santinhos.

Apesar da disputa acirrada, os eleitores estão preferindo votar com roupas discretas. Poucos optaram pelas cores da bandeira do Brasil, associadas a Bolsonaro, ou pelo vermelho petista. Eleitores de Lula marcam sua posição com adesivos em apoio ao candidato à presidência e a Haddad.

Na PUC, tradicional palco de manifestações políticas da esquerda, no entanto, a maioria dos eleitores trajava camisas vermelhas, com adesivos e adereços alusivos a Lula e Haddad. Não houve, porém, provocações ou confusões com os outros poucos eleitores vestidos de verde e amarelo. Por lá, o movimento era alto no final da manhã. Em algumas seções, as filas duravam até 20 minutos.

Na Escola Estadual Rodrigues Alves, na Avenida Paulista, também se viam muitas camisetas vermelhas, broches em formato de estrela e bonés do MST. Já os bolsonaristas ostentavam camisas da seleção brasileira. Não havia filas.

Na Colégio Stella Maris, em Pinheiros, a reportagem não viu ninguém de verde e amarelo. Três mesários disseram ao GLOBO que o movimento neste domingo é inferior ao do primeiro turno. Dois policiais sorridentes recebiam os eleitores na entrada da escola. Não muito longe dali, no Colégio Objetivo, um policial fazia a segurança da zona eleitoral. Lá, a maioria das pessoas optou por cores neutras.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, 157 urnas precisaram ser substituídas no estado, o equivalente a 0,13% do total (115.510). A maioria das substituições ocorreu no interior: 105 (0,12%).