Votação ocorre com poucas filas no Rio e em São Paulo

Diferentemente do que ocorreu no primeiro turno, quando as votações foram marcadas por longas filas, as eleições seguem tranquilas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na capital Paulista, o tempo médio de espera na zona eleitoral da Escola Estadual Plínio Negrão, na Zona Sul da capital, era de apenas cinco minutos. No primeiro turno, chegava a uma hora. No Rio, eleitores enfrentam logos engarrafamentos caudados por blitzes da Polícia Militar.

No Colégio Palmares, na Zona Oeste de São Paulo, a maior fila vista na manhã deste domingo (30) tinha seis pessoas. Na Universidade Presbiteriana Mackenzie, na região central, a votação também seguia rápida. Na Escola Estadual Professor Américo de Moura, na Zona Leste da capital, não havia filas na maioria da seções.

A rapidez da votação é atribuída ao menor número de cargos em disputa. Em São Paulo, além de votar para presidente, os eleitores escolhem o novo governador do estado. Na disputa, estão o bolsonarista Tarcísio de Freitas e o petista Fernando Haddad.

Em nenhuma das zonas eleitorais visitadas pela reportagem houve brigas entre partidários de Lula e Bolsonaro. Também não foi observada a distribuição de santinhos.

No Rio de Janeiro, eleitores não tiveram problemas com filas, mas enfrentaram transtornos no deslocamento para suas zonas eleitorais, por conta do longos engarramentos causados por blitzes na Avenida Brasil. Segundo o Centro de Operações Rio (COR), a capital fluminense chegou a ter 215 km de congestionamento.

Há relatos também de problemas no sistema de transportes, com eleitores reclamando da falta de ônibus em São Gonçalo. Em bairros da Zona Oeste, houve reclamação da cobrança de passagens no transporte, mesmo após determinação da Prefeitura que concedeu passe livre para os eleitores neste domingo.

Apesar da disputa acirrada, os eleitores estão preferindo votar com roupas discretas. Poucos optaram pelas cores da bandeira do Brasil, associadas a Bolsonaro, ou pelo vermelho petista. Eleitores de Lula marcam sua posição com adesivos em apoio ao candidato à presidência e a Haddad.

Na PUC, tradicional palco de manifestações políticas da esquerda, no entanto, a maioria dos eleitores trajava camisas vermelhas, com adesivos e adereços alusivos a Lula e Haddad. Não houve, porém, provocações ou confusões com os outros poucos eleitores vestidos de verde e amarelo. Por lá, o movimento era alto no final da manhã. Em algumas seções, as filas duravam até 20 minutos.

Na Escola Estadual Rodrigues Alves, na Avenida Paulista, também se viam muitas camisetas vermelhas, broches em formato de estrela e bonés do MST. Já os bolsonaristas ostentavam camisas da seleção brasileira. Não havia filas.

Na Colégio Stella Maris, em Pinheiros, a reportagem não viu ninguém de verde e amarelo. Três mesários disseram ao GLOBO que o movimento neste domingo é inferior ao do primeiro turno. Dois policiais sorridentes recebiam os eleitores na entrada da escola. Não muito longe dali, no Colégio Objetivo, um policial fazia a segurança da zona eleitoral. Lá, a maioria das pessoas optou por cores neutras.

Já no Colégio Cermac, no bairro Lauzane Paulista, na Zona Norte, predominava o verde-amarelo. Pouquíssimos eleitores trajavam vermelho. Um fiscal voluntária do PL, partido de Bolsonaro, monitorava o pleito. A espera para votar chegava a 15 minutos. O trânsito ao redor da zona eleitoral estava intenso. Os bares da região estavam tomados por pessoas vestidas com a camisa da seleção brasileira.

No Colégio Anhembi Morumbi, na Zona Sul, a votação era tranquila, sem filas, por volta de 13h30 deste domingo. Diferentemente do primeiro turno, os aparelhos de ar condicionado estavam ligados. Os verde-amarelos estavam em maior número que os vermelhos.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), até às 12h30, 543 urnas precisaram ser substituídas no estado, o equivalente a 0,65% do total (115.510). A maioria das substituições ocorreu no interior: 350 (0,41%).